Revistar… A Catequese É verdade que o único testemunho credível da fé é a acção que se traduz numa caridade visível – o amor fraterno, com a gratuidade de Deus – que suscita a pergunta, motiva a procura, ilumina o caminho.
Todavia, essa proclamação silenciosa do amor de Deus, veiculada pelo viver dos crentes, necessita de ser complementada pelo anúncio explícito da Mensagem, que, para ser compreendida, assimilada, vivida, tem de ser servida como alimento adequado.
2 – A catequese para as pessoas marginalizadas (DGC 190).
Os imigrados, os refugiados, os nómadas, os sem abrigo, os doentes crónicos, os toxicómanos, os presos…, são um imenso mosaico de seres humanos, a quem falta habitualmente o patamar mínimo do reconhecimento, por parte dos próprios e dos outros, da dignidade da pessoa humana. Nessas circunstâncias, o anúncio explícito da Mensagem reclama ser caucionado pelo testemunho da Caridade e implica conteúdos e pedagogia específicos de evangelização.
É certo que temos departamentos de pastoral para algumas destas realidades. Resta a questão de saber se a Comunidade como tal tem consciência e assume esse trabalho como integrante da missão.
Fundamental se torna o discernimento das situações; o encontro pessoal, com paciência e dedicação, é a pedagogia necessária; a confiança e o realismo são parâmetros constitutivos de uma Catequese que responda. E isto reclama um sem número de voluntários, que se preparem, que sejam persistentes na sua doação… – o que não dispensa um apoio explícito da Comunidade.
Os suportes didácticos escasseiam; e também são importantes. Os itinerários não podem cingir-se a um programa e currículo nacional… Que solicitude fraterna – e materna – desta Igreja que essas pessoas também são?…
3 – Catequese para grupos diversificados (DGC 191).
Os problemas e interpelações são análogos. Hoje, há especificidades profissionais, originalidades culturais, a reclamar itinerários peculiares.
As associações profissionais católicas, alguns movimentos, serão um princípio de resposta. Mas não podem ignorar que, para além dos alicerces de adesão a uma relação apaixonada por Jesus Cristo e compromisso com o seu projecto, é indispensável uma formação cristã específica.
O mundo operário, os profissionais liberais, os artistas, os cientistas, o mundo universitário, a indústria do lazer, o espaço da comunicação…, determinam a urgência de competências para responder de forma evangélica a uma panóplia de novos problemas: fidelidade à Mensagem; mas abordagem com linguagem assertiva, própria. (cont.)
Q. S.
