Olho de Lince A celebração terminara. Recolhidas as assinaturas dos registos de Baptismo, toda a gente se encaminhava para o exterior da igreja, a caminho de casa, que a hora começava a convidar para o repasto.
Surpreendente, o petiz voltou para trás, furtando-se ao cuidado dos familiares. Entrou em correria pela sacristia dentro, dirigiu-se ao sacerdote que presidira e permanecia sentado a ultimar a “escrita”, … e zás: um beijo repenicado, logo seguido de um caloroso abraço!
Ao indagar o motivo deste carinho sem rodeios e sem véus, a resposta não se fez esperar: “Obrigado, senhor Padre, pelo Baptismo”! E, repetido o beijo e o abraço, logo acorreu ao encontro da mãe que o procurava.
Não sei de quem terá sido a ideia. De um pequeno de quatro anos incompletos não é provável que tenha surgido a decisão deste gesto. Talvez a madrinha o tenha sugerido. A verdade é que o modo como expressou o seu agradecimento foi de convicção plena e com os modos mais sinceros. Bravo, pequeno!
Q.S.
