Mulheres agredidas

Mulheres agredidas

Diz a Amnistia Internacional (AI), em documento publicado na semana passada, que “uma em cada três mulheres foi agredida, obrigada a manter relações sexuais ou sujeita a outros tipos de abusos”. E acrescenta, sem grande novidade, que, “em geral, o autor dos abusos é um familiar ou conhecido”. O estudo apoiou-se em inquéritos levados a cabo em todo o mundo.

Para aquela organização internacional, estes dados revelam “uma tra-gédia de dimensões mundiais do ponto de vista dos direitos humanos”, justificando-se, perfeita e urgentemente, o lança-mento de campanhas e de iniciativas que levem a uma sensibilização de diversas estruturas sociais, em todos os países, com vista à minimização ou erradicação do problema das ofensas graves que atingem as mulheres.

A AI, pela voz da sua secretária-geral, Irene Khan, denuncia que a violência sobre as mulheres “é a atrocidade mais escandalosa cometida contra os direitos humanos no nosso tempo”, enquanto lembra que estas atitudes só terminarão “quando todos estiver-mos prontos a subscrever o compromisso de não as cometer”, não permitindo que outros as cometam nem as tolerem. Refere ainda que não devemos descansar enquanto tais crimes não forem erradicados.

O relatório da AI sublinha que 70 por cento dos homicídios de mulheres são cometidos pelos seus companheiros e que a violência na família é a principal causa da morte e da incapacidade, entre os 16 e os 44 anos, sendo urgente avançar com medidas, a todos os níveis, para que tomemos consciência de que é preciso fazer qualquer coisa quanto antes.

F.M.