Peregrinação Diocesana ao Santuário de Schoenstatt A Eucaristia é um banquete que gera fraternidade e nos dá força para termos mais zelo apostólico e para irmos ao encontro dos outros
“Para muita gente, a missa é apenas uma rotina, o simples cumprimento de um preceito, e não um alimento para a vida”, afirmou D. António Marcelino, no domingo, na Peregrinação Diocesana ao Santuário de Schoenstatt, que teve como lema “Eucaristia e Missão, com Maria”. E acrescentou que muitos cristãos ainda não descobriram que “a Eucaristia é um banquete que gera fraternidade e nos dá força para termos mais zelo apostólico e para irmos ao encontro dos outros”.
A peregrinação diocesana, que coincidiu com o Dia do Bom Pastor, Dia das Vocações e Dia da Mãe, proporcionou aos que peregrinaram, vindos um pouco de vários cantos da Diocese, uma reflexão à sombra do Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, da parte da manhã. De tarde, houve em especial a oração do terço meditado e a Eucaristia, a que presidiu o nosso Bispo.
À homilia, D. António Marcelino, depois de recordar que os santuários são lugares que convidam à oração, à paz e ao encontro com o Senhor, frisou que, nos santuários marianos, enriquecemos a nossa espiritualidade cristã com o testemunho e o exemplo de Nossa Senhora, para sermos, como Ela, mais de Deus.
Se temos fé, não podemos viver sem Eucaristia, “que é o ponto central da vida da Igreja”, afirmou o pastor diocesano. E de imediato salientou que a missa não termina à porta do templo, porque o celebrante nos envia “aos doentes, à nossa família, aos lugares onde trabalhamos e à vida com as suas dificuldades, para testemunharmos o Evangelho”.
Sobre as Vocações, o prelado aveirense disse que todos somos vocacionados, mas também reconheceu que o Senhor chama alguns de modo especial, pedindo-lhes que “entreguem por completo a sua vida para que todos se sintam filhos de Deus”. “Quantos padres e consagradas encontramos por aí ao serviço das pessoas, dos pobres e dos doentes?” – questionou D. António, que acrescentou: “Dos consagrados, recebemos o sentido da dedicação ao apostolado, 24 horas por dia e a vida toda, para nos despertar do nosso como-dismo e da nossa indiferença.”
Para o nosso Bispo, todos nós precisamos de mais pessoas consagradas que “nos mostrem a radicalidade do Evangelho”, mas ainda lembrou que “rezar pelas vocações deve ser uma atitude permanente da Igreja”. E denunciou que não temos mais vocações de consagração porque temos pouca gente a rezar por isso. “As vocações não são ervas espontâneas, mas ervas cultivadas”, disse.
Aos peregrinos, D. António Marcelino apresentou Maria como “uma mulher disponível e simples” e exemplo da mãe discreta, “como discretas são as nossas mães, quando cuidam de nós, com noites perdidas”. Referiu que há hoje mães “para quem os filhos não olham”, embora “o coração de mãe olhe sempre para todos os filhos”, tendo ainda garantido que “muitas desgraças estão marcadas pela ausência das mães”, como se verificou na Casa Pia.
Esta Peregrinação Diocesana teve uma preparação espiritual, enriquecida por uma Serenata a Nossa Senhora, na noite anterior. “Os madrugadores”, homens e rapazes que, de 15 em 15 dias, aos sábados, às 7 horas da manhã, rezam no Santuário e participam na Eucaristia das 8 horas, quiseram oferecer à Mãe de Deus poemas e cantares.
Das 22.30 à meia-noite e meia hora, canções profanas e cânticos religiosos, todos dedicados a Maria, com guitarradas de um grupo da Gafanha da Nazaré e fados de gente de Coimbra, proporcionaram belos momentos a quem pôde assistir. A Juventude Feminina de Schoenstatt contribuiu com poesia e a Juventude Masculina ofereceu cânticos.
Entretanto, o Santuário de Schoenstatt está já a preparar o seu jubileu dos 25 anos. As obras iniciaram-se no dia 2 da Maio de 1979, há precisamente um quarto de século, e a inauguração aconteceu no dia 21 de Outubro do mesmo ano. No dia 24 de Outubro próximo, domingo, será a festa comemorativa, com Eucaristia às 17 horas, inserida num programa mais vasto, que está a ser delineado.
