A Diocese é convidada a celebrar, nas suas comunidades paroquiais e nos movimentos apostólicos, o DIA DIOCESANO DA FAMÍLIA, no próximo Domingo, dia 16 de Maio. Nesse dia começa, também, em todo o país, a Semana da Vida, que se prolonga até ao dia 23. O mundo inteiro celebra, ainda, neste ano de 2004, o Ano Internacional da Família.
A Igreja Diocesana, decidida a ser uma lutadora incansável pela causa da família, estará mais uma vez, de modo directo e público, em consonância com estas celebrações e empenhada em as valorizar. Teremos, como tema do Dia Diocesano, por proposta do Secretariado da Pastoral Familiar: FAMÍLIA: ACOLHEDORA DA VIDA, DOM DE DEUS E BEM DA HUMANIDADE.
Este tema pode ser reflectido, a partir do texto dos Bispos Portugueses “Meditação sobre a vida”, largamente difundido por todas as paróquias da Diocese e, também, preparado para a reflexão a fazer-se nos dias da Semana da Vida.
Sem querer tolher as iniciativas locais, sugiro que se faça, em todas as paróquias e na Eucaristia Dominical do dia 16, a bênção ou a consagração das famílias; que as famílias promovam com os seus familiares, avós, pais, filhos, netos e, porventura, outros familiares de sangue, um convívio mais alargado e festivo; que os que na paróquia cuidam da preparação dos noivos ou de outras actividades da pastoral familiar elaborem, no dia 16 ou noutros ao longo da semana, actividades que ajudem as famílias na sua vivência e na sua missão, como encontros entre as diversas gerações sobre temas actuais, como o dom da vida, que a todos interessem e ajudem.
Poderá este Dia ser, também, mais um pretexto para fazer chegar a todas as famílias da paróquia, onde ainda não chegou, o livro “ Família cristã, reflecte, dialoga e reza”, escrito pelos Bispos das Diocese do Centro, dos quais faço parte, com o intuito de ajudar todas as nossas famílias.
Sabemos todos, e alguns o sabem melhor com muita dor e preocupações, como as famílias estão cada vez mais frágeis e sujeitas a muitas influências que em nada as beneficiam. A família é instituição e dom de Deus para o bem das pessoas e da sociedade. Deus nunca a abandonará. Porém, também os seus membros devem colaborar para que as suas famílias e todas as famílias sejam felizes, fecundas, solidárias, verdadeiramente educadoras, colaborantes com a escola, a paróquia e com todos quantos as ajudam a ser famílias e agir como tal.
A nossa família é a nossa maior riqueza.
Que a Sagrada Família de Nazaré abençoe e proteja as famílias da Diocese.
António Marcelino, Bispo de Aveiro
