A Eucaristia no meu coração A Eucaristia foi-me anunciada pelos meus pais, que eram assíduos, ainda que não compreendessem a sua realidade, pois a celebração ainda era em latim e as homilias versavam mais as quezílias existentes entre os paroquianos que a própria liturgia.
Fui crescendo, passei pela catequese, pelos vários Sacramentos, mas a Eucaristia pouco me dizia pois ninguém ma explicava. Mais tarde, por volta dos 18 anos, emigrei e assim ficou de lado a assiduidade à Eucaristia que até então tinha mantido. Anos mais tarde, teria eu 24, senti germinar a semente: recebi o Sacramento do matrimónio e minha esposa, que tivera uma educação semelhante à minha, levou-me a reiniciar a assiduidade à Eucaristia Dominical.
Regressado a Portugal, trabalhava numa empresa onde nem sempre as relações entre os operários eram as melhores e foi aí que senti a necessidade de levar para a Eucaristia todos os meus problemas e os de todos os colegas. E, no momento da consagração em que se repetiam as palavras de Jesus na última ceia, imaginava como Ele tinha sido traído na mesa da comunhão e como outras traições se podiam encontrar no mundo em que eu vivia.
Anos mais tarde – muitos, já reformado, como senti a necessidade de conhecer melhor Jesus e o Sacramento da Eucaristia, inscrevi-me em acções de formação no I.S.C.R.A., fui crescendo para mim e para os outros, até concluir que devia ir mais longe. Em consonância com a minha esposa, candidatei-me ao Ministério do Diaconado, no qual fui aceite.
Hoje, é para a Eucaristia que eu levo as minhas alegrias e preocupações, bem como as da minha família e de todos os irmãos que a mim se dirigem. A Eucaristia é agora o momento onde ponho sobre o altar a minha vida e a de todos os que me rodeiam.
Joaquim Pereira, diácono permanente
