5º Domingo do Tempo Comum – Ano A A perpassar a Palavra deste domingo, encontra-mos um forte apelo à coerência de vida. Anunciar o Evangelho não é apenas uma questão de palavras, ditas com eloquência e arte, que podem soar bem aos ouvintes, mas não ressoar nas suas vidas, não se traduzir em prática evangélica.
Na primeira leitura, o profeta Isaías adverte-nos de que a escuta da Palavra nos há-de levar à prática do amor fraterno, pois só este pode curar as nossas “feridas” e fazer de nós mulheres e ho-mens luminosos, resplandecentes do amor de Deus. O profeta fala-nos dos efeitos curativos do amor. Na segun-da leitura, Paulo apresenta-se cheio de fraqueza e temor para anunciar o mistério de Deus. Ele próprio se submete à acção do Espírito, identificando-se com Jesus crucificado, de modo a que a sua pregação revele o poder de Deus. Apesar da sua elevada cultura humana, Paulo não envolveu o Evangelho em conceitos sábios ou em oratória persuasiva, porque tem a certeza de que a salvação que Deus nos oferece só se encontra na cruz de Cristo e na identificação com Ele.
Na terceira leitura, Mateus recorda à sua comunidade os ensinamentos de Jesus relativos à necessidade de evangelizar com a palavra e com as obras. Utilizando uma analogia, Jesus recomenda aos seus discípulos que permaneçam sal da terra e luz do mundo, porque se o sal perde a força e a luz está escondida, não servem para nada. Jesus, que veio instaurar uma nova maneira de ser e de estar na vida e no mundo, traduzida pela expressão «entrar no Reino de Deus», pede-nos que sejamos a memória viva deste Reino, tanto pela força da Palavra como pelo testemunho da acção, isto é, pela coerência de vida. Todos nos damos conta que, mesmo no seio das comunidades cristãs, os parâmetros pelos quais se rege a maioria das pessoas já não se inspiram no Evangelho. E eu, sou um cristão e uma cristã coerente? A minha palavra tem a “força” do testemunho?
Leituras do 5º. Domingo – Ano A
Is 58,7-10; Sl 112 (111); 1 Cor 2,1-5; Mt 5,13-16
