Notas litúrgicas L) Durante a exposição do Santíssimo pode-se honrar a Virgem Maria ou os Santos?
Ainda existe hoje o costume de venerar a Virgem Maria ou os Santos diante do Santíssimo Sacramento exposto, recitando o rosário ou o terço, fazendo novenas ou exercícios pios de devoção à margem do sentido eucarístico da exposição. O n. 95 do Ritual da Sagrada Comunhão e Culto Eucarístico Fora da Missa diz: “Durante a exposição, as preces, os cânticos e leituras devem organizar-se de maneira que os fiéis, atentos à oração, se dediquem a Cristo, o Senhor”.
Mais adiante o mesmo número continua a dizer: “… que levem a uma maior estima do mistério eucarístico”. Estas palavras dão a entender que os fiéis devem centrar a sua oração em Cristo presente no Sacramento. A finalidade da exposição é que os fiéis por meio dos cânticos, leituras, preces e silêncios concentrem a sua mente e sentimentos no mistério eucarístico. Os exercícios piedosos, bons e dignos de toda a recomendação, levam a mente e os sentimentos a centrar a atenção noutros objectivos. Os actos de devoção devem ser remetidos para outros momentos, quer antes da exposição quer depois de se ter feito a reserva do Santíssimo, ou para outras ocasiões adequadas.
M) O culto eucarístico no Tríduo Pascal
Quinta-feira Santa – Depois de terminar a missa vespertina da Ceia do Senhor, traslada-se processionalmente o Santíssimo Sacramento para o «monumento» ou capela onde se guardará para a comunhão do dia seguinte. O «monumento» estará devidamente adornado com sobriedade e austeridade como corresponde a estes dias, mas, sobretudo, cuidar-se-á muito que seja um lugar que convide à oração e à meditação.
A trasladação da reserva do Santíssimo não se deve fazer se na igreja não se fizer a celebração da Acção litúrgica de Sexta-feira Santa.
Uma vez reservado o Santíssimo, começa a oração e adoração diante da presença sacramental de Cristo. É o dia em que se comemora a instituição do sacerdócio e da Eucaristia, é o dia de reviver o mandamento novo do amor. Convidar-se-á os fiéis a uma adoração prolongada, segundo as circunstâncias e costumes de cada lugar. Nesta ocasião, é oportuno meditar e orar os capítulos 13 a 17 do Evangelho de S. João. A oração de adoração pode fazer-se em privado ou comunitariamente, mas é conveniente que o povo de Deus participe numa Hora santa comunitária, feita com solenidade a uma hora conveniente, a qual não se deve prolongar para além da meia-noite.
A partir da meia-noite, apagam-se as velas e as luzes e permanecerá diante do sacrário a lamparina acesa. Não haverá, portanto, adoração solene diante do Santíssimo, embora se aconselhe a permanência em adoração privada para meditar e orar a Paixão do Senhor.
SDPL
