Na Cadeia de Aveiro houve Reis Os portões abriram-se, as chaves tilintaram. Um barulho diferente de outros dias no Estabelecimento Prisional de Aveiro. Abriu-se uma porta, outra e mais outra… e outra de esperança. As entidades, ditas oficiais, tiveram acesso. Recebidas com cortesia, muita liberdade e desejos de esperança, mesmo em tempo de crise aguda. De qualquer maneira, os presos da cadeia de Aveiro continuam a mastigar a esperança de uma vida melhor para si mesmos dentro de umas grades, de umas portas hermeticamente aferrolhadas. E continuam a ter esperança que um dia voltarão a fazer família com seus pais, suas esposas, e, principalmente, com os seus filhos.
E os presos, artistas mesmo dentro de umas grades, souberam aprender a lição dos seus mestres e educadores e cantaram, cantaram que se fartaram, com os aplausos permanentes da plateia dos seus colegas e dos convidados.
As parcerias com as entidades ali presentes estiveram em destaque, porque hoje a sociedade já não pode viver sem parcerias, porque a chave de um por todos e todos por um é cada vez mais precisa para se abrir a porta da solidariedade. É que a Solidariedade não se escreve (só), mas vive-se no dia a dia em qualquer parte!
As entidades oficiais, Governador Civil, Segurança Social, Serviços de Saúde Distrital, Câmara Municipal e outras autarquias, Educadores, Professores, Hospital de Aveiro, Hotel Imperial, CAT, Carda, Prevenção Rodoviária. LICC, Cáritas, Cruz Vermelha, Florinhas do Vouga, Voluntários, Serviços Centrais e internos do Estabelecimento, Biblioteca Municipal, etc., porque “é tempo de Janeiras/ É tempo de reflexão/ não podemos dispensar/ o abraço do Padre João, ou esta outra estrofe: “ E viva a Escola/Viva as Janeiras/ Enquanto estamos/ nessa/ não fazemos asneiras.
Vamos cantar as Janeiras/ Aos senhores das parcerias/ cantar alto e em bom tom/ Que no maior dos Invernos/ também cruzam estrelas guias.
E entidades e convidados e jovens visitantes ficaram perplexos com o viver e uma petição de uma mensagem: SOLIDARIEDADE e todos referiram, muito em especial o responsável religioso da cadeia, que é preciso caminhos novos para estes jovens quando se desamarrarem das grades. É que, como referiu o Padre João, muitos destes jovens, quando saem, encontram cá fora outras grades, não menos, porventura, penosas.
