Schoenstatt, Aveiro e a Governanta do Papa

Memória CV – Há 25 anos O Santuário de Schoenstatt, na Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, acolheu no domingo cerca de dois de milhares de cristãos (uma parte significativa constituída pelos catequistas da diocese). Originário da localidade homónima da Alemanha, o santuário é um “lugar bonito” (é isso que significa em alemão), muito perto de Aveiro. Perto e ao mesmo tempo longe, porque muitos não o conhecem – o que se revela, afinal, uma vantagem para o recolhimento.

O santuário foi inaugurado há 25 anos. Em Outubro de 2004, comemorou o seu jubileu de prata, como o CV divulgou.

Desde a primeira hora o Santuário apareceu nas páginas do CV. Num artigo assinado pelas irmãs de Maria de Schoenstatt, em 28-09-1979, convida-se a comunidade para a inauguração que viria a acontecer no dia 21 de Outubro desse ano, com a bênção do Bispo da Diocese, D. Manuel de Almeida Trindade. Diziam as Irmãs: “Já conheces o novo Santuário de Nossa Senhora (…), na Colónia Agrícola? (…) No novo Santuário, Maria estará sempre presente e espera os seus filhos. Ela quer abrigá-los sob o seu manto protector e dar-lhes um lar na pequena Capela”.

O Movimento de Schoenstatt não teve origem num milagre ou feito extraordinário, mas simplesmente no “pacto com Maria”, na “Aliança de Amor”, como intuiu o fundador José Kentenich (1885-1968) e propôs a um grupo de jovens, em 1914.

Este ano, Schoenstatt promove uma grande reunião dos seus membros juvenis em Agosto, na Alemanha, dias antes da grande jornada juvenil de Colónia, que se realiza no mesmo país.

Uma última curiosidade: A governanta de Bento XVI pertence a este instituto secular. Ingrid Stampa, 55 anos, acompanhava o cardeal Ratzinger há 14 anos e para ele aprendera a fazer bolas de miolo de pão frito (receita da Baviera natal do Papa). Na noite da eleição de Bento XVI, não conseguiu dormir. Quando foi para lhe beijar as mãos, Bento XVI impediu-a e disse: “Deus assim o quis. Devemos seguir os dois a Sua vontade”. Agora é a governanta do Papa.