Respeito e delicadeza

Olho de lince Estávamos a preparar a Primeira Comunhão. Deram-se as últimas indicações e fomos fazer o ensaio geral; nesse dia, treinávamos também a forma de comungar recebendo Jesus na mão.

Um dos pequenitos, que tem algumas limitações detectáveis, estava inquieto. Logo que teve oportunidade, segredou-me se não poderia receber a comunhão na boca. Dadas as suas dificuldades, também de falta de controle de movimentos, tinha receio de deixar cair a partícula – e não queria, de modo nenhum, deixar cair Jesus!

Naquela preocupação, percebi a sensibilidade interior, o respeito e a delicadeza para com o Amigo, que iria acolher dentro de dias. Tranquilizei-o, dizendo que sim, que podia receber Jesus na boca. Ficou contente. Foi interessante que as Catequistas, entendendo esta dificuldade, logo acharam que, no dia da festa, seria melhor comungarem todos na boca – ninguém se sentiria diferente. E, mais interessante, na manhã da Primeira Comunhão, os colegas aceitaram sem reclamações e com alegria que iriam todos comungar assim!