No primeiro Encontro Diocesano dos Voluntários da área sócio-caritativa Ricardo Vara Cavaleiro
Voluntário das prisões
Sou voluntário na pastoral penitenciária, área que se dedica à atenção aos reclusos, às suas famílias, às vítimas e às famílias das vítimas. É um trabalho abrangente porque vai da prevenção, à reclusão e à reinserção e abrange três áreas: social, religiosa e a jurídica.
Porquê? O cristão é por natureza aquele que tem de estar ao serviço dos outros. Sou chamado e desafiado a estar ao serviço na pastoral penitenciária porque a minha área de formação é jurídica. Sou advogado e sempre tive atenção particular pelos reclusos. Eles são esquecidos quando estão intramuros. A comunidade só se volta a lembrar dos reclusos quando está perto o fim da pena e eles regressam à comunidade, sem que durante o tempo de reclusão haja a atenção devida para que se possa fazer o processo de reintegração e ressocialização.
Conceição Matias
“Candidata” a voluntária da área social
Não sou voluntária porque estou na vida activa. Ou melhor, sou voluntária na medida em que estou empenhada na igreja e na sociedade civil gratuitamente, mas na área da família, e não na área sócio-caritativa.
Estando perto a minha reforma – trabalho em contabilidade – vim ao encontro porque ficarei mais disponível e quero dar mais do meu tempo aos outros. Venho para ver o que há nesta área e saber onde mais me encaixo. Tenho a expectativa de sair daqui com ideias mais claras sobre onde posso ser útil.
Lacerda Pais
Voluntário (provedor) da Misericórdia de Aveiro
Sou provedor há seis anos, mas voluntário há muitos mais. Comecei aos 15 anos, nas Conferências de São Vicente de Paulo.
Essa atitude permaneceu até hoje, tendo eu passado por uma instituição particular de solidariedade social (ipss), onde fui dirigente, e pela presidência da União Distrital das IPSS. Agora estou há sete anos na Misericórdia de Aveiro.
O maior desafio que enfrento é haver uma seara muito grande e os lavradores serem poucos. Não me refiro sequer às dificuldades financeiras. Nessas já nem pensamos. Tentamos servir a comunidade o melhor que sabemos. Temos dificuldades no apoio à terceira idade, que é a área para que estamos mais vocacionadas. Há muita gente a necessitar de apoio e somos poucos no apoio. Há novos desafios, novas doenças, aumento da população envelhecida. Temos cerca de 50 voluntários. São uma força muito importante de apoio.
António caniço
Voluntário (vice-presidente) do Centro Social Paroquial de Nossa senhora de Fátima
Não sei explicar porque sou voluntário. Posso dizer que nasceu comigo esta dinâmica, está comigo desde sempre. Certamente que o “bichinho” foi crescendo também por ser cristão. Se assim não fosse, não teria tanta apetência.
No Centro Social Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, o meu trabalho é geral. Há muitos anos que lá estou e vivo com muita intensidade, em todas a frentes. O centro tem apoio à infância, com jardim-de-infância, creche e ATL, e serve a terceira idade com o apoio domiciliário. Sou membro-fundador do Centro, fundado em 1985.
