Na Imprensa

A crise toda concentra-se e manifesta-se na crise da morte. A nossa sociedade, afundada no ter, no poder, no cálculo, na eficácia, perante a morte, não sabe o que fazer. Uma sociedade poderosíssima nos meios, mas sem verdade e finalidades humanas, faz dela tabu: disso não se fala. Mas, se o pensamento sadio da morte reentrasse, faríamos a tempo o que temos a fazer e saberíamos finalmente distinguir entre o que realmente vale e as ilusões do que não vale e que é causa última da nossa crise.

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 26-11-2011

O problema português é a fraqueza do Estado, que o torna refém dos grupos de interesse e das corporações.

Francisco Sarsfield Cabral

Sol, 25-11-2011

A moeda única está à espera de um milagre único.

João Pereira Coutinho

Correio da Manhã, 26-11-2011

Neste preciso momento, a principal tarefa do país é cumprir perante quem nos emprestou o dinheiro, de que dependemos em absoluto; e trabalhar, ao mesmo tempo que se remodela o Estado Social que toda a Europa vai ter de reinventar enquanto decide se quer ou não fazer frente à especulação dos mercados.

João Marcelino

Diário de Notícias, 26-11-2011

O grande empobrecimento do país é o da desmotivação dos jovens, da desvalorização da cultura, da falta de um sentido e de um projecto para continuar a viver em Portugal.

Daniel Sampaio

Pública, 26-11-2011

A Igreja, enquanto comunidade das cristãs e cristãos, é política e muito política, como um todo, na diversidade das suas opções partidárias. Jesus não pediu aos seus discípulos para formarem uma sociedade paralela. Pelo contrário, rezou a Deus para que não os tirasse do mundo, mas os guardasse do mal.

Bento Domingues

Público, 26-11-2011