“Vivi junto de um santo”

vivi com um santo

 

VIVI COM UM SANTO

Stanislao Dziwisz e Gian Franco Svidercoschi
A Esfera dos Livros
190 páginas

 

“Vem comigo. Aqui poderás continuar os estudos e vais ajudar-me”. Karol Wojtyla disse estas palavras a Stanislao Dziwisz no dia 8 de outubro de 1966, em Cracóvia. E Stanislao Dziwisz acompanhou o papa polaco em todos os grandes momentos, até à morte, no 2 de abril de 2005, completam-se hoje nove anos. Agora é arcebispo de Cracóvia.
Neste livro, temos acesso privilegiado aos atos de João Paulo II, embora o início se centre na vocação sacerdotal de Stanislao Dziwisz. Com o secretário pessoal de João Paulo II, cujas partilhas são interlaçadas com explicações de Gian Franco Svidercoschi, vemos o crescimento do sindicato Solidariedade e a queda do Muro de Berlim, vamos a Cuba, onde o Papa pede diante de Castro que a ilha se abra ao mundo, ao Senegal, de onde partiram os escravos para as Américas, ou ao Japão, onde explodiram as bombas atómicas. Fala-se igualmente da reforma da Igreja, do prosseguimento do Vaticano II, da fé e da paternidade espiritual do Papa. Fica a sensação, contudo, que predomina uma faceta mais pública e mesmo política de João Paulo II, nomeadamente por causa das mudanças na Polónia e no Leste da Europa, ainda que Dziwisz afirme logo no início o que parecia abrir portas para os aspetos mais pessoais e íntimos de João Paulo II: “Vivi junto de um santo. E precisamente porque tive essa grande bênção espiritual e porque foi ele próprio, quando era bispo, a ordenar-me ministro de Deus, há cinquenta anos, quero prestar homenagem à sua pessoa, ao grande património que nos deixou, agora que se aproxima o reconhecimento oficial da sua santidade ela Igreja”.