
Entre o 5.º e o 12.º ano, 57,9 % dos alunos vão às aulas de Educação Moral e Religiosa Católica.
No ano letivo que está a terminar, frequentaram a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), nas escolas da área da Diocese de Aveiro, 12900 alunos do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário (do 5.º ano aos 12.º ano). Tal número corresponde a 57,9% do total de alunos (22263). Se tivermos em conta o primeiro ciclo (do 1.º ao 4.º ano da escolaridade obrigatória), a média de frequência desce para 43,9% (15193 num universo de 28973 alunos), já que em muitas escolas a EMRC não está implementada nos primeiros anos. Por ciclos, as percentagens de frequência totais (ensino público e privado) são as seguintes:
– 1.º (do 1.º ao 4.º ano), 34,2%;
– 2.º (5.º e 6.º ano), 73,2%;
– 3.º (do 7.º ao 9.º ano), 64,3%;
– secundário (do 10.º ao 12.º ano), 27,4%.
Estes números foram divulgados pelo SDERE (Secretariado Diocesano do Ensino Religioso nas Escolas), no início de junho, numa altura em que decorrem as matrículas para o próximo ano, devendo os pais decidir se querem que os filhos frequentem a disciplina de EMRC.
As estatísticas do SDERE sistematizam os dados por escolas do ensino público, ensino privado não católico e escolas católicas, permitindo diversas análises. Por concelhos, e excluindo o 1.º ciclo, as mais altas frequências no ensino público verificam-se em Vagos (81,6%), Sever do Vouga (74,4%), Oliveira do Bairro (73,5%) e Albergaria (72,1%). As menores, em Aveiro (31%), Águeda (47,7%) e Ílhavo (52,8%).
Os campeões da frequência de cada ciclo, nas escolas públicas são: o Agrupamento de Escola de Albergaria-a-Velha no 1.º ciclo (84,6%); o Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga no 2.º ciclo (92,2%); idem no 3.º ciclo (86,5%), ainda que seguido de muito perto pelos agrupamentos de Oliveira do Bairro e de Vagos (ambos com 86%); e o Agrupamento de Escolas de Vagos no secundário (63%), o único em que a maioria dos alunos do 10.º ao 12.º frequenta a EMRC.
Nas escolas públicas, entre o 5.º ano e o 12.º, a frequência desce de ano para ano. Começa nos 69,8% (1929 entre 2763 alunos) e termina nos 11,6% (176 entre 1514 alunos). A grande quebra dá-se entre o 9.º ano (frequência de 53,9%) e o 10.º (frequência de 23,4%).
Nas cinco escolas privadas não católicas a frequência é mais elevada do que no ensino público. No 2.º ciclo é de 82,5% (68,6% no público), no 3.º, 83,8% (57,3% no público) e no secundário, 33,1% (17% no público). De realçar que no Colégio de Albergaria, a frequência no 2.º e 3.º ciclos é de 100%.
Nas quatro escolas católicas (Colégios de Calvão, Mogofores, Famalicão e Bustos), as frequências, como seria de prever, são superiores: 100% em todos os ciclos, exceto no secundário do Instituto de Promoção Social da Bairrada (Colégio do Frei Gil ou Colégio de Bustos): 92,6%.
Tento em conta todas as escolas, podemos resumir dos dados nos seguintes números: no 5.º ano, três em cada quatro alunos frequentam a EMRC (74% ou 2529 alunos em 3417); no 12.º ano, três em cada quatro alunos não frequentam a disciplina católica (frequência de 22,6% ou 392 alunos em 1738).
Perfil dos professores
A disciplina de EMRC é assegurada por 62 professores em 32 centros escolares (ou seja, os 23 agrupamentos de escolas do ensino público nos dez concelhos, mais nove colégios, dos quais quatro são católicos). 24 são homens e 38 mulheres. A maioria (48) situa-se na faixa dos 31 aos 50 anos. Apenas um tem mais de 61 anos. 41 estão no quadro, enquanto 21 lecionam com contrato a termo certo. 42 professores têm horário completo.
No ano que está a acabar, 13 professores de EMRC são diretores de turma e quatro integraram a direção da escola.
Quanto à situação eclesial, 58 são leigos, duas são religiosas e dois são padres diocesanos.
Disciplina dos valores
Para incentivar a matrícula dos alunos na disciplina de EMRC no ano letivo 2014-15, o Secretariado Nacional da Educação Cristã criou a campanha “Vem e vê” (na semana passada foi distribuído um folheto desta campanha com o Correio do Vouga) para afirmar que “a educação da consciência ética e religiosa é um desafio urgente” e que “o desenvolvimento dos valores da verdade, do amor, da paz, da justiça e da solidariedade deve ser assumido pela educação como fator decisivo na formação da personalidade”.
Na mesma linha, em Sever do Vouga, no dia 2 de maio, dirigindo-se aos 3500 jovens no que participaram no encontro inter-escolas, Mons. João Gaspar sublinhou a importância dos valores: “Sendo cristãos e sendo alunos das aulas de EMRC, vós também tendes uma missão nas vossas escolas – dar testemunho de Cristo, sem medo, sem cobardia, sem alinhar em falsos valores. Com coragem, defendei a Verdade da vossa e nossa Fé. E isto faz-se pela palavra, em diálogos e em encontros, e pelo exemplo de uma vida pautada pelos autênticos valores”.
