Centro de Acolhimento Infantil completa 25 anos de dedicação às crianças mais fragilizadas

D. António Moiteiro cumprimenta responsáveis e crianças do CAI
D. António Moiteiro cumprimenta responsáveis e crianças do CAI

É “o amor, que dá a dimensão de humanidade”, que permite pessoas e instituições estarem aos serviços dos mais desprotegidos, como é o caso do CAI, que desde 1990 acolheu mais de trezentas crianças.

 

“O segredo de uma obra que procura fazer o bem está em anunciar o Reino, que consiste em promover a dignidade da pessoa humana, ajudar as pessoas a crescer na consciência dos seus direitos e deveres, ajudar as crianças que, pelas mais diversas circunstâncias, não têm tido uma vida favorável”, disse D. António Moiteiro na Eucaristia que assinalou os 25 anos do Centro de Acolhimento Infantil (CAI) da Cáritas Diocesana, na Sé de Aveiro, no dia 23 de maio.
O Bispo de Aveiro realçou que é “o amor, que dá a dimensão de humanidade”, que permite pessoas e instituições estarem aos serviços dos mais desprotegidos, como é o caso do CAI, desde 1990, quando no dia 7 de maio desse ano acolheu sete bebés.
Na Missa participaram responsáveis, funcionários e voluntários da Cáritas, bem como autoridades (presidente da União de Freguesias da Glória e Vera Cruz, representantes da Câmara Municipal de Aveiro, da Segurança Social e de outras instituições), a quem o Bispo de Aveiro deixou uma palavra de estímulo, “porque é dando as mãos que podemos construir uma sociedade melhor”.
No início da Eucaristia, a diretora técnica do CAI, Ana Cristina Pinho, disse que a celebração seria para “dar graças pela presença de Deus, que sustenta na dedicação às crianças”, e que tal atitude, dar graças, significa dispor-se a “abraçar a missão”. O diácono José Alves, no final, agradeceu às autoridades, aos funcionários e colaboradores. Ao Correio do Vouga o responsável da Cáritas de Aveiro realçou o voluntariado na instituição, principalmente o dos profissionais: “Os nossos profissionais são profissionais e voluntários, dentro e fora de horas. O grande bem que temos é o calor humano, a comunidade humana, o carinho que põem ao serviço das crianças. É fundamental numa instituição como esta”.
As comemorações dos 25 anos do CAI prosseguem no dia 19 de junho, com o descerramento de uma placa no edifício da instituição, em Esgueira, e uma sessão solene no salão da Junta de Freguesia de Santa Joana, em que serão reconhecidos os funcionários com 25 anos de serviço.

 

 

Mais de três centenas de crianças já passaram pela instituição

Ao longo dos 25 anos passaram pelo CAI cerca de 350 crianças. Algumas delas, como contou ao Correio do Vouga a diretora técnica da instituição, estiveram na celebração da Sé com as suas famílias. Ana Cristina Pinho, que está desde a primeira hora na instituição, considera que a missão do CAI é muito exigente, mas também gratificante: “É muito gratificante receber as crianças e reabilitá-las, porque vêm tristes, magoadas, psicologicamente debilitadas. Tentamos que elas ultrapassem estas situações e se tornem crianças felizes, com o apoio dos psicólogos, com consultas de especialidade e com o nosso carinho e os nossos cuidados”.
Atualmente estão no CAI 16 crianças, que, como todas, chegaram à instituição por ordem do Tribunal de Família e Menores e da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Do CAI, as crianças podem regressar à família de origem, podem ser adotadas ou, noutros casos, crescem até à autonomia num lar.
O CAI conta com 30 colaboradoras, entre ajudantes da ação educativa, psicólogos, assistentes associais, animadores e pessoal de serviços gerais.