Centro da mensagem de Fátima está na adoração a Deus

Acolhimento na igreja de Nossa Senhora de Fátima. Foto: Victor Mota
Acolhimento na igreja de Nossa Senhora de Fátima. Foto: Victor Mota

No acolhimento à imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, Bispo de Aveiro apela à adoração como “resposta à iniciativa de Deus”.

 

“Maria diz-nos o mesmo que disse aos serventes nas bodas de Caná: «Fazei todo o que Ele vos disser». Que seja esta a mensagem que levamos esta noite”, disse D. António Moiteiro no início da Eucaristia que concluiu a cerimónia de acolhimento da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, na noite de 18 de março.

Cumprindo sem atrasos o programa delineado, a imagem chegou à paróquia de Nossa Senhora de Fátima, onde uma igreja repleta a esperava, e prosseguiu para a cidade de Aveiro num cortejo com dezenas e dezenas de automóveis. A partir do Bairro de Santiago, a imagem foi seguida por cerca de um milhar de pessoas a pé, até à catedral, numa procissão de velas em que o Bispo de Aveiro orientou a adoração do terço.

Choveu desde o início da procissão e alguns lamentavam não poder ver a imagem, devido ao embaciamento da caixa de vidro protetora, mas as pessoas não se desmobilizaram, sendo de destacar as dezenas de escuteiros que abriam a procissão sem qualquer proteção contra a chuva.
Na Sé de Aveiro completamente cheia, sem bancos na parte de trás de modo a acomodar mais pessoas, celebrou-se a Eucaristia. Na homilia, D. António Moiteiro destacou a centralidade da adoração a Deus na mensagem de Fátima, atitude que cada um dos Pastorinhos assumiu a seu modo. “A adoração é resposta à iniciativa de Deus”, disse. “Não é só furor diante da luz de Deus, ou fascínio diante do sagrado, mas reconhecimento humilde e agradecido de Deus que se faz próximo”, adiantou. A adoração “alimenta a capacidade de amor como resposta ao amor oferecido”, “atrai os espíritos cansados para a plenitude da luz de Deus”, “rasga as paredes do mundo e proclama a falsidade dos ídolos” porque só Deus pode ser adorado.

Concretizando que mensagem da “Senhora mais brilhante que o sol” e a vida dos pastorinhos estavam centradas na adoração de caracter trinitário (Pai-Filho-Espírito Santo), afirmou que Jacinta queria “amar Jesus que sofre sobretudo pelos pecadores”. Francisco “tinha gosto por Jesus” e sentia “a necessidade de o consolar”. Tocado pela “beleza do amor”, foi “o que menos ficou impressionado pela visão do inferno”. E Lúcia centrava-se no “louvor e glória a Deus” através do “imaculado coração de Maria”. Na conclusão da homilia, o Bispo de Aveiro convidou os fiéis a rezarem com ele as duas orações que o anjo insinou aos três pastores de Fátima: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos…” e “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente…”.

No final da celebração, antes de se rezar a consagração a Nossa Senhora, D. António Moiteiro realçou que a Virgem de Fátima pede “conversão, oração, penitência, mudança de vida” e que a Quaresma, com o sacramento da Confissão, é a melhor oportunidade para tal.