
Jubileu dos mais novos, no sábado, encheu por completo a Sé de Aveiro. D. António Moiteiro pediu para todos um “coração grande” para “amar e perdoar”.
Não há memória de uma invasão por tantas crianças e adolescentes do altar da Sé de Aveiro como a que aconteceu na manhã de 14 de maio. Mas foi uma invasão consentida, uma forma de acomodar mais crianças e adolescentes no jubileu do “coração grande para amar”, pois é isso que significa “misericórdia”, como explicou D. António Moiteiro.
“Não sabemos muito bem quantos éramos. Mas éramos muitos. Muitos mesmo! Iam chegando de vários pontos. Muitos utilizaram o comboio para se deslocar, outros autocarros, carros pessoais e familiares… Era um mar de gente nova. Pelo check-in passaram mais de 1 400 crianças e mais de 400 adolescentes do 7.º ao 9.º ano. Não contabilizamos os muitos catequistas e muitos pais que não só encheram por completo o adro da Sé e, sobretudo, tornou o espaço da Sé como, ao entrarem lotaram por completo a Sé. Não cabia mais ninguém. Bastantes não conseguiram entrar”, disse ao Correio do Vouga o P.e Joaquim Martins, diretor do Secretariado da Catequese, que organizou o Jubileu para os mais novos.
Muitos dos mais de 2000 jovens talvez não tenham ouvido as várias mensagens. Não ouviram, decerto, no exterior da Sé, pois a potência da aparelhagem sonora não permitiu, o convite a passar pela Porta Jubilar e “pensar no Jesus que me ama”, no “Jesus que é a Porta”, como disse o Bispo de Aveiro antes de abrir a porta com mais duas crianças, mas já terão cantado que “o olhar de Deus é amor” e outros cânticos envolventes.
“Foi encantador ver as crianças quase assumindo a presidência com o Sr. Bispo. Foi encantador o gesto de as colocar ali, enchendo totalmente a zona do altar. Não havia lugar para mais ninguém. Éramos Igreja! Fomos Igreja! Celebração simples, significativa e muito mobilizadora. Estiveram crianças e adolescentes de todos os arciprestados. A grande maioria era a primeira vez que vinha à catedral. Abrimos a porta santa da catedral. Cantámos, rezámos, estivemos juntos. Fomos rostos da bondade de Deus”, prossegue o P.e Joaquim Martins, que nesse dia fazia anos e, por isso, viu toda a Sé cantar-lhe os parabéns.
As crianças, adolescentes e pais, das paróquias de Silva Escura e Dornelas, foram o coro animador.
No final da celebração, passaram pelo túmulo de Santa Joana mais de mil crianças e cerca de 400 adolescentes participaram nos jogos realizados no parque da cidade.
“No rosto de todos, durante e no final, expressava-se um ar de alegria. Os elementos do secretariado estavam felizes por terem-se conseguido atingir os objetivos. Os 101 balões [um por paróquia] elevados ao céu foram a expressão de que tudo fizemos para glória de Deus rico em misericórdia e para avivarmos a necessidade e de mais unidade diocesana”, afirma o diretor do Secretariado da Catequese, que deixa a pergunta: “Dia Jubilar da Criança e do Adolescente, um dia para refletir e para pensar mais alto… Podemos ir mais longe?!”
