Sessenta famílias em peregrinação pela cidade

Acolhimento das famílias  junto à Igreja das Carmelitas
Acolhimento das famílias
junto à Igreja das Carmelitas

Jubileu da Família. Famílias passaram por quatro igrejas até chegarem à Porta Santa.
Bispo de Aveiro convidou ao amor “capaz de manifestar Deus”.

 

“O casal que ama é a verdadeira escultura viva capaz de manifestar Deus”, disse o Bispo de Aveiro na celebração que encerrou o Jubileu da Família, na Sé de Aveiro, na tarde de 22 de maio. “O amor fecundo chega a ser o símbolo das realidades íntimas de Deus”, sublinhou. Se Deus é amor, cada membro da família e as famílias em si podem a partir do amor vislumbrar a comunhão de Deus, realçou D. António Moiteiro no dia da Santíssima Trindade, dia da, segundo a analogia sempre limitada, “família de Deus”.
As famílias chegaram à celebração da Sé depois de uma peregrinação por quadro igrejas da cidade, quase ao estilo peddy-paper. Nas igrejas de Santo António e São Francisco, era dado a cada família um mapa com os pontos de passagem, as tarefas e diversas explicações sobre o Ano Santo da Misericórdia. Em cada ponto, a família tinha de responder a algum desafio: fazer uma oração, cantar, resolver um passatempo (publicamos os dois na secção “Tempo Livre”), assumir um compromisso familiar… Na realidade, não se tratou de um peddy-paper, mas de uma peregrinação familiar que teve como etapas, além dos templos iniciais, a Igreja das Carmelitas (Praça Marquês de Pombal), a Igreja da Misericórdia (Praça da República), a Igreja de Jesus (Museu de Aveiro) e a própria Sé, onde as famílias passaram pela Porta Santa de mãos dadas.
“A experiência de peregrinar ajuda-nos a descobrir que a vida é uma peregrinação. E por ser peregrinação é um caminhar para uma meta na qual um dia esperamos encontrar o Senhor”, disse ao Correio do Vouga o P.e José Manuel Pereira. O diretor do Secretariado da Pastoral Familiar acrescentou que se pretendeu que cada família pudesse obter as graças próprias deste jubileu, “não apenas como projeto pessoal de cada membro, mas enquanto família no seu todo”. E exemplificou que na Igreja de Jesus era proposto que cada família escrevesse “um compromisso familiar”, “uma atitude de conversão em família” que possa melhorar a convivência familiar ou promover algum valor positivo.

Organização esperava mais
Participaram na peregrinação pela cidade cerca de 60 famílias. A organização esperava mais numa atividade muito criativa e adequada a todas as idades – verdadeiramente em família. Na organização, o Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar contou com a colaboração de movimentos da pastoral da família como as Equipas de Nossa Senhora, as Famílias de Caná, as Famílias de Schoenstatt e a equipa de pastoral familiar da paróquia da Glória.

J.P.F.