Cáritas de Aveiro constrói habitação de família de Vila Nova de Monsarros

Legenda: (Da esq.) António Carvalho, presidente da Junta de Freguesia de V. N. Monssarros, António Rodrigues, da empresa construtora, Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia, diác. José Alves, presidente da Cáritas D. Aveiro, e Rosa Maria Pinho, beneficiária

Família de três pessoas ficou sem casa nos incêndios de verão. Apoios da Cáritas ascendem a cem mil euros e estendem-se a outra família e empresa de Águeda.

 

A Cáritas Diocesana de Aveiro assumiu a responsabilidade da construção de uma casa para uma família de Vila Nova de Monsarros, no concelho de Anadia. A habitação da família de três pessoas tinha sido destruída pelos fogos do último verão.

Depois de concluídos os devidos procedimentos legais, foi celebrado o contrato de adjudicação, no dia 1 de dezembro, entre a Cáritas Diocesana de Aveiro e a empresa vencedora do concurso, António Manuel Alves Rodrigues Lda.
A obra tem o custo 51.672 euros (mais IVA, o que perfaz um total de 63.556 euros), sendo o prazo de construção de cinco meses – termina a 30 de abril. A Câmara Municipal de Anadia participa na ação demolindo os escombros da habitação antiga e oferecendo projetos e licenças.

Apoios em Águeda
Na área da Diocese de Aveiro, os fogos de verão atingiram principalmente os concelhos de Águeda e Anadia. Além do caso da família de Vila Nova de Monsarros, as situações mais graves prenderam-se com a perda de pinhais, currais, alfaias agrícolas e a destruição de uma empresa. As situações de carência foram analisadas e atribuídas a instituições como a Conferência Vicentina de Águeda e a Santa Casa da Misericórdia de Águeda.
A Cáritas Diocesana vai apoiar uma família do Préstimo (Águeda), que vivia da agricultura mas perdeu anexos, currais (prejuízos de mais de 6000 euros) e máquinas agrícolas (prejuízos de mais de 7000 euros), e uma empresa de A-dos-Ferreiros (freguesia do Préstimo e Macieira de Alcoba), que comercializa material agrícola e de construção civil. Embora tivesse seguros, a empresa teve amplos prejuízos, mas decidiu não dispensar nenhum dos seus 22 colaboradores. A Cáritas Diocesana considera que a ajuda que vai dar, sendo “quase simbólica” – cerca de 15 mil euros – é uma forma de mostrar proximidade a quem revelou sensibilidade social ao não despedir ninguém.