Olho de Lince A saúde de há muito se lhe foi escapando. Os sinais de sofrimento são visíveis, ainda que o seu rosto e as suas palavras raramente o deixem transparecer. Pelo contrário, sobretudo nas manhãs de domingo, o seu sorriso espelha a alegria da ressurreição.

E lá a vemos, invariavelmente, a ajudar o marido na arrumação do altar e das alfaias, após a celebração dominical. Move-se a custo. Mas não desiste!

Penso muitas vezes quantas desculpas esfarrapadas se inventam para auto-dispensas de participar no “dom por excelência”, no “pão dos fortes”. Seguramente que, para quantos têm a coragem de se não dispensar por motivos fúteis, esses momentos são a tonificação para o espírito e um arrimo para o próprio corpo, que acaba por se superar a si mesmo.