Ciência e fé

Olho de Lince Aquela avó há muito me confidenciara que gostaria de agradecer publicamente a Deus o nascimento do seu netinho, esperado durante dezoito anos. Estava convicta de que fora a oração persistente a conceder à família esse desejado dom.

E fê-lo com toda a naturalidade: palavras simples, repassadas de emoção; frases escorreitas, num misto de agradecimento e apelo.

A assembleia percebeu. E bebeu aquela inesperada intervenção em religioso silêncio, intuindo que a ciência e a fé se conjugam perfeitamente e, se genuínas, de modo algum se atropelam ou opõem.

Não sei se havia “intelectuais” no meio dos participantes. Se os havia, teriam ficado siderados, perante tanta serenidade e firmeza. Aqueles dois ou três minutos valeram uma boa homilia!