[Carlos de Foucauld] representa a Igreja que escuta antes de falar, que procura mudar antes de pregar a mudança da sociedade, que se faz pobre antes de encher a boca com a causa dos pobres.
Bento Domingues
Público, 04-12-05
Não se espera que a Comissão, de que sou o presidente, receba instruções seja de que capital for. Não recebo instruções de Portugal, que é o meu país, porque havia de receber de outros?
Durão Barroso
Expresso, 03-12-05
Se, em nome da lei da liberdade religiosa, se começa a banir cruzes de escolas, terão pensado os libertários onde se iria parar, se quisessem ser inteiramente coerentes? (…) Em primeiro lugar, era preciso mudar de bandeira. (…) As cinco quinas figuram o quê? Como toda a gente sabe, ou devia saber, figuram as cinco chagas de Cristo (…).
João Bénard da Costa
Público, 04-12-05
Porque há feriados dias santos neste Estado Laico? Não serão inconstitucionais? (…) E sendo dias santos, porque se dispensam de tra-balhar nestes dias os ateus e agnósticos, que não querem crucifixos nas escolas? Porque não são proibidos presépios e árvores de Natal em locais ou estabelecimentos públicos, para não ferirem a laicidade do todo-poderoso Estado? Ou será que um crucifixo é mais “perigoso” que a representação simbólica do nascimento de Cristo? (…) Porque não proíbem atletas e jogadores da selecções de Portugal de fazerem o sinal da cruz (…)? Porque não acabam com esses cartões de boas-festas natalícias que os ministros, secretários de Estado, directores-gerais e tantos responsáveis do estado gastam com o dinheiro dos contribuintes?
António Bagão Félix
Diário de Notícias, 04-12-05
Está o governo disposto a reconhecer que a época natalícia ofende os preceitos da Constituição?
Constança Cunha e Sá
Sábado, 01-02-05
Na boa ordem da livre circulação e do mercado pleno, as coisas são como são, e o português mandrião e incompetente não pode chorar o castelhano atento, trabalhador e eficaz.
Nuno Rogeiro
Jornal de Notícias, 02-12-05
A descida da natalidade é sobretudo um problema cultural, difícil de enfrentar. Mas as políticas públicas poderiam e deveriam contribuir para o atenuar. Pelo contrário, entre nós elas têm agravado a tendência para nascerem menos crianças. O sistema fiscal discrimina negativamente as famílias numerosas. O fim do mercado de arrendamento na habitação (sem reanimação à vista, devido à pseudo-reforma da lei das rendas) é um travão aos nascimentos. A Câmara da Figueira de Castelo Rodrigo quis dar subsídios a quem tivesse filhos no concelho, mas a lei vigente impediu-a. Quando será que os políticos acordam?
Francisco Sarsfield Cabral
Diário de Notícias, 01-12-05
