Olho de Lince As instalações não são nada exemplares. Dentro daquelas paredes, vive-se a incerteza dos processos clínicos, dado o teor e a gravidade da maior parte das doenças. Aquela adolescente que visitamos está numa situação de prognóstico reservado.
O que podemos testemunhar – e muito gratificante – é o clima que se vive à sua volta. O jovem enfermeiro – e é mesmo jovem! – manifesta um tacto, uma presença, uma doçura com esta pequena (e naturalmente com os outros doentes), que encanta. Do mesmo modo que fala com extrema delicadeza à mãe da doente. E sabemos que não é caso único. Felizmente que a fama de profissionais competentes e humanos é generalizada naquele hospital.
Mas também a mãe, embora trespassada pela dor, é a expressão da fidelidade à sua missão: a atenção constante, o carinho desdobrado até ao infinito, a esperança transformada em serenidade…, dias e noites a fio, sem arredar pé!
São estes “anjos humanos” que tornam possível e desejável a vida, mesmo quando ela se cobre de angústias arrasadoras!
Q.S.
