Matamo-nos e morremos, em nome de deuses e senhores firmados em contraditórias razões e poderes, mas não somos capazes de matar a única coisa que já deveríamos ter morto há muito: a fome no mundo.
Nuno Pacheco
Público, 12-02-06
Se houvesse, nas religiões, mais humoristas do que apologetas e faná-ticos, talvez elas pudessem manifes-tar melhor o humor de Deus – mesmo no meio das nossas loucuras – sem nos humilhar e sem O tornar ridículo. (…) Mesmo o Deus dos cristãos parece ter um amor triste. Como se o esplendor do mundo e dos homens lhe fosse estranho e como se a felicidade, o prazer e o riso estivessem excluídos do célebre vale de lágrimas.
Bento Domingues
Público, 12-02-06
Devemos tolerar o islão. Isto à superfície parece óbvio. Mas pede uma pergunta: também devemos tolerar a intolerância do islão?
Vasco Pulido Valente
Público, 10-02-06
A vida sem humor, sem um to-que de ironia fina e inteligente, é um deserto cinzento. Sem liberdade de expressão é uma prisão. Preservá-los a ambos é o nosso desafio.
João Marques dos Santos
Correio da Manhã, 10-02-06
As democracias ocidentais não podem ceder perante este tipo de violência. Mas também não temos o direito de ofender as crenças dos países muçulmanos.
José Luís Goucha
Correio da Manhã, 11-02-06
Há razões para os ocidentais te-rem complexos de culpa. Só que es-sas razões não passam pelas carica-turas de Maomé nem pelos excessos da liberdade de imprensa.
Judite de Sousa
Jornal de Notícias, 11-02-06
A resposta à actual crise, por parte da União Europeia, passa pela continuação da política de apoio às reformas democráticas e não de cedência às pressões violentas.
Álvaro de Vasconcelos
Público, 12-02-06
O tema das caricaturas é, ele próprio, uma caricatura do problema.
Henrique Monteiro
Expresso, 11-02-06
Ai de uma religião que pretenda ser imune à crítica.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 12-02-06
Não existe nenhuma coisa séria que não possa ser dita com um sorriso.
Alejandro Casona
Notícias Magazine, 12-02-06
O Estado fica proibido de exigir ao cidadão informações de que já disponha.
António Costa
Jornal de Negócios, 06-02-06
