Olho de Lince O pedido do jovem foi tão convicto como surpreendente. Manifestou o desejo de acompanhar uma visitadora de doentes na sua missão de levar conforto. E aconteceu, precisamente na visita a um acamado de longa duração.
Participou activamente no desenrolar do encontro. Apesar do seu aparente feitio reservado, não foi um espectador passivo. Entrou na dinâmica de empatia com o doente.
Importante, porém, foi a conversa posterior, a justificar a sua pretensão e a abertura para prosseguir nesse serviço da Comunidade. A experiência de um ainda recente internamento hospitalar, que lhe deu a possibilidade de apreciar a solidariedade, como a solidão (dos sem visitas), levou-o a pensar em tantos e tantos que vivem dias, semanas, meses e anos presos ao seu leito de sofrimento, muitas vezes torturados pela solidão.
Afinal, os jovens são sensíveis e capazes de atitudes consequentes. Têm o sentido da vida como relação. Entendem que a caridade fraterna é condição para uma vida feliz, memo no meio do sofrimento.
Q.S.
