Novo director do Observatório Astronómico do Vaticano considera que as tensões entre fé e ciência “ajudam a crescer” e sublinha que a Igreja promove a “ciência de qualidade”.
“Estou consciente de que houve conflitos entre a fé e a ciência, e hão-de existir, mas não devemos ter medo do conhecimento científico”. A afirmação é de José G. Funes, jesuíta que desde Agosto dirige o Observatório Astronómico do Vaticano, em entrevista à Agência Zenit. Este padre e cientista de origem argentina, licenciado em Teologia e doutorado em Astronomia, considera que há tensões, mas “é sadio experimentar tensões, pois ajudam-nos a crescer”. “A Igreja não tem medo da boa ciência, da ciência de qualidade. Pelo contrário, promove-a”, diz o padre jesuíta, dando como exemplo a instituição a que agora preside e que já serviu dez Papas.
Pe. José G. Funes sucede a Pe. George Coyne, que esteve 26 anos à frente da instituição científica do Vaticano. “O Observatório que recebo goza de uma saúde muito boa, que se manifesta na investigação científica, na organização de congressos internacionais científicos, escolas de doutoramento para estudantes do mundo inteiro e na promoção do diálogo ciência e fé”, declara José Funes.
O Observatório do Vaticano tem sede em Castel Gandolfo, na residência de Verão do Papa, e centro de investigação e observação no deserto do Arizona (EUA). A Universidade do Arizona, com que a instituição da Santa Sé colabora, é um dos centros astronómicos mais destacados do mundo.
CV/Zenit
