“Reconhecemos que é necessário um novo ardor em nós, pois, a tarefa da Igreja está dificultada pela cultura ambiente e por preconceitos anticristãos”, afirmou D. Virgílio Antunes.
O novo bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, de 49 anos, prometeu colaboração com as autoridades locais e a sociedade civil, durante a cerimónia de entrada solene na diocese, no domingo, 10 de Julho.
“Gostaria de assegurar a minha disponibilidade e da Igreja de Coimbra para uma colaboração efetiva na busca do bem maior das pessoas que servimos”, disse, no final da cerimónia, que decorreu na Sé Nova.
“Precisamos de ir ao encontro dos pobres, dos desempregados, dos perdidos nos fossos cavados por si mesmos ou pela sociedade, para lhes levar o conforto da confiança no futuro e o primeiro auxílio para as necessidades materiais”, afirmara antes, falando diretamente para a comunidade católica.
O prelado, nomeado para o cargo por Bento XVI a 28 de Abril, centrou a sua homilia na necessidade de a Igreja se fazer ouvir num mundo que “apesar da sua originária matriz cristã, está muito longe de Cristo nos seus valores e nos seus horizontes de realização”.
“Reconhecemos que é necessário um novo ardor em nós, pois, a tarefa da Igreja está dificultada pela cultura ambiente e por um conjunto de preconceitos anticristãos”, alertou. Nesse contexto, o antigo reitor do Santuário de Fátima defende que “a Igreja tem de ensaiar uma nova maneira de estar no mundo, precisa der sair, de ir ao encontro dos homens onde quer que eles estejam”.
“Continua a haver muita sede de Deus e de infinito, continua a perceber-se um grande vazio no coração e na vida das pessoas, mas procuram-se as soluções por outros caminhos, tentam preencher-se os vazios com outras realidades”, acrescentou.
O bispo de Coimbra pediu aos católicos “abertura ao mundo e aos outros, sem complexos nem temores”, declarando ser “urgente ir ao encontro dos que estão adormecidos na sua fé, dos que perderam o sentido da existência em virtude da dureza das circunstâncias em que se encontram”.
A Igreja, prosseguiu, tem de “ir ao encontro dos doentes, dos idosos e dos que sofrem calados a sua falta de esperança” e procurar “os jovens em quem morreu o otimismo próprio da juventude e que agora olham para o futuro com desconfiança”.
D. Virgílio Antunes, ordenado bispo a 3 de Julho, em Fátima, sucede a D. Albino Mamede Cleto, que renunciou ao cargo de bispo de Coimbra, aos 76 anos de idade, após ter ultrapassado o limite de idade determinado pelo direito canónico.
Ecclesia / CV
