Uma pedrada por semana A igreja paroquial de Trofa do Vouga é monumento que o Estado diz seu, pelo interesse histórico e artístico que se tornou caminho para excursões e visitas. Além da belíssima talha, está lá a estátua orante do Fidalgo… Como é do Estado, não se pode pregar aí um prego ou substituir um vidro ou uma telha que, partidos, são fonte permanente de maior prejuízo. Mas ai de quem transgrida, porque nestas coisas os serviços oficiais primam por um zelo que não deixa fazer, mas que também não faz.
Depois de as necessidades se tornarem urgentíssimas e de mil chamadas de atenção, lá começaram, por fim, as obras de conservação, ao ritmo do Estado, sempre vagaroso, quando é ele que faz e que paga. Ora aconteceu que o governo acabou com o IPPAR, centralizou os serviços e deixou as obras a meio. Ninguém sabe responder às mais legítimas perguntas, ninguém sabe quem paga a quem trabalhou, ninguém diz quando continuam as obras começadas. Os responsáveis da paróquia não deixaram apear os andaimes, a talha já tratada aguarda quem a coloque, a assembleia cristã continua a reunir-se num reduzido salão… Ninguém dos serviços do Estado assume as responsabilidades que tem. Fui lá ver e dar apoio ao pároco. Não está certo. Os poderes políticos intermédios não poderão fazer nada?
A. Marcelino
