A vida não se discute na praça pública

Na recente sessão da Assembleia Municipal, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Souto, fez o balanço da vida autárquica dos últimos meses. A dada altura da sessão, verificou-se que a questão do aborto continua a ser ponto quente, com partidos, em muitos casos, a desvalorizar a vida ou a enxovalhar a mulher ou o casal. O valor da vida deve continuar a ser reflectido acima de quaisquer interesses, quer da esquerda quer da direita. E não deve voltar para a praça pública, como já aconteceu, infelizmente.

Também à Assembleia Municipal não passou em claro o que vai surgindo pelo País a este nível. E em Aveiro, com maior incidência, porque, como se disse, a questão do aborto esteve em foco, para uns, em ponto alto, positivo, e, para outros, em ponto baixo, negativo. Que uns e outros meçam as palavras, tendo em conta que o valor da vida não se mede, porque é intocável.

Ouvi há dias, a um preso de uma das cadeias do nosso País, que a vida não se pode tirar por nenhum preço. Ora aqui está um desabafo de quem por paradoxal que pareça, aprecia o valor da vida, em todas as circunstância. Nas cadeias, a abarrotarem, não há só coisas más, também vão sendo lugar de sentimentos de regeneração e de encontrar a Vida, a plena vida.

Foi bom a Assembleia de Aveiro pronunciar-se sobre esta matéria, com pontos de vista divergentes, discutíveis, porventura, mas fez-se no local próprio, nanja na praça pública.