Educar… Hoje 1. Blogs e televisão
Apesar de muitas crianças e adolescentes lidarem com grande destreza com as tecnologias, desde a televisão aos jogos, passando pela internet, é sempre preciso que um adulto as enquadre.
Explico: quando alguém coloca na internet fotografias, mais ou menos íntimas, reveladoras do agregado familiar, da sumptuosidade da residência, ou mesmo imagens suas em fato de banho ou em trajes ainda menores, o que está a fazer? A expor-se. E por muito que considere que o servidor onde alojou tais imagens é seguro, há sempre algum pirata da internet que pode aceder e, através das fotografias, tirar conclusões curiosas. Exemplo: está na moda ter um blog (uma página pessoal na internet). Noutro dia, ouvi dizer que uma pessoa foi contactada por alguém que a queria conhecer, pois as fotografias que colocara no seu blog eram sugestivas de beleza e sensualidade. Se soubermos que o dono do blog tem 15 anos, ficamos incomodados.
Evidentemente que o adulto, pai, mãe ou outros educadores, não está sempre a par daquilo que o seu educando faz, com quem se dá ou com quem conversa. E muitos são os adultos que não fazem a mínima ideia do que é a internet ou do que passam os canais televisivos das redes privadas, a horas de acesso generalizado. Segundo exemplo: quando se tem uma televisão no quarto (o figurino pode servir para o computador com ligação à internet), é normal que não se saiba o que os filhos estão a ver, quando estão sozinhos. Sintonize outros canais, que não os portugueses, e descubra que há desenhos animados quase pornográficos a horas em que todos estão acordados. E não são canais que se pagam “extra pacote”.
2. Help – Para uma vida sem tabaco
Apesar de, nas ruas, depararmos com grupos de miúdos de cigarro na boca, reivindicando desde cedo um estatuto que eles pensam de adulto, na maior parte das vezes pensamos que o fazem à revelia dos pais. Ora quando um miúdo de 13 anos é deixado pela mãe, à porta da Escola, ela a fumar, ele a fumar, é altura para nos interrogarmos sobre o papel que a Família e a Escola desempenham neste campo. Podería-mos andar às voltas e afirmar que a mãe passou pela Escola, onde não foi alertada para os malefícios do tabaco, poderíamos dizer que a sua Família não a alertou para os prejuízos daquele estupefaciente. Alerta na Família ou na Escola, o facto é que quer uma quer outra são muitas vezes insuficientes perante as pressões sociais.
Para responder a tais pressões, muitas Escolas desenvolvem actividades no âmbito da prevenção do tabagismo, através de planos incluídos, ou não, na Rede de Escolas Promotoras da Saúde (nacional e europeia), numa relação estreita com os Centros de Saúde. Bom seria que as Escolas assumissem nos seus Planos de Actividades acções concretas, enformadas pela campanha lançada pela União Europeia “Help – Para uma vida sem tabaco”(http://www.help-eu.com), por exemplo, numa exigência pelo direito à saúde e pelo dever da mesma. Com o objectivo de tentar travar o consumo de tabaco entre os jovens europeus, esta campanha é mais uma forma de alertar para o tabagismo, hoje a segunda maior causa de morte, que se prevê que se torne na principal causa de morte em todo o mundo. Os dados estatísticos revelam que um em cada dois adolescentes fumadores morrerá vítima dos efeitos nocivos do tabaco. O Banco Mundial estima que em 2030 o hábito de fumar mate um em cada seis adultos por ano. Quase 70% dessas mortes irão ocorrer nos países desenvolvidos.
3. Alerta na Família; alerta da Escola
Apesar do papel importante que as Escolas desempenham na vida social e pessoal de quem lá vive a maior parte do seu tempo, desde as aulas aos intervalos, passando pela ocupação dos tempos livres, bom seria que o alerta fosse sempre feito na Família, atenta ao crescimento das suas crianças. Mas sabemos que nem sempre é assim; por isso, o alerta da Escola é muitas vezes o único sinal que crianças e jovens têm face às pressões sociais.
