Amor ao livro

Olho de Lince Lembro-me, desde que percorro os caminhos do Baixo Vouga em trabalho pastoral – e já lá vão quase três décadas – de encontrar invariavelmente este casal, em cada domingo, serenamente, a caminho do local de culto da sua confissão religiosa, sensivelmente à hora da Eucaristia para os católicos. À volta, também os encontro de regresso.

Para além da regularidade na sua frequência do culto, reparo num pequeno mas significativo pormenor: um dos dois carrega sempre uma Bíblia. Naturalmente fará parte da sua “escola bíblica” este costume de usar o Livro Sagrado. Não deixa de ser edificante.

Bem sei que hoje, muitos dos católicos, para reuniões ou encontros de oração, já levam também a sua Bíblia. Cresceu, seguramente, o apreço e uso da Palavra de Deus. Mas não deixa de dever reconhecer-se que, mesmo que nem sempre com um uso adequado, os nossos irmãos evangélicos tenham nutrido uma visível estima pelo Livro da Palavra. Não faz mal aprender as coisas boas, seja com quem for!

Q.S.