“Amor, silêncios e tempestades”

 

AMOR, SILÊNCIOS E TEMPESTADES
José Luís Nunes Martins
256 páginas
Paulus

 

“Amor, silêncios e tempestades”, livro da autoria de José Luís Nunes Martins e com ilustrações de Carlos Ribeiro, prefaciado pelo padre Gonçalo Portocarrero de Almada e publicado pela PAULUS Editora, apresenta, ao longo de 256 páginas, 67 “reflexões”, ou crónicas, sobre os mais diversos temas, que, de uma forma ou de outra, fazem parte da vivência de cada um de nós.
Ler uma crónica de José Luís Nunes Martins é, no dizer do padre Gonçalo Portacarrero de Almada, “sempre uma aventura surpreendente, porque nunca se sabe como termina. Nasce de coisas triviais, prosaicas, quase banais. São sempre pistas em que facilmente o leitor se reconhece, porque são situações da sua vida, sentimentos que já auscultou no seu coração, temores alguma vez imaginados pela sua mente. Depois, o texto evolui por estradas íngremes, onde as considerações filosóficas não são despropositadas, nem um mero exercício de erudição”.
O autor do prefácio realça que “poder-se-ia dizer que estes escritos são verdadeiros caminhos do pensamento: sem pretensões académicas, não se destinam aos sábios, mas traduzem, em linguagem simples e eloquente, o que, com outra forma e terminologia, referem os grandes tratados”.
Depois de frisar que há uma presença divina nestes textos, o padre Gonçalo Portacarrero de Almada escreve que “na escrita de José Luís Nunes Martins há um certo pudor em assumir esta dimensão religiosa, é até com alguma dificuldade que lá se encontram registos explícitos das pessoas divinas, referências a Cristo, aos anjos ou aos santos. Porquê? Não por respeitos humanos, mas talvez por entender, e bem, que Deus não tem que por ser aludido como algo meramente exterior ao homem, na medida em que Ele é a mais íntima razão da identidade de cada indivíduo, de cada coisa, de cada ente”.
Na crónica com que abre o livro – “Ser mãe é aceitar. Tudo”, o autor refere que “uma mãe perdoa sempre (…) Afinal, uma mãe é Deus connosco”.
“Na luta do dia-a-dia”, o autor explica que “a grandeza de alguém não está na importância social das funções que desempenha, mas na perfeição e devoção com que realiza cada uma das suas tarefas”, e que “uma vida sem nada pelo qual valha morrer não terá nada pelo qual mereça ser vivida”.
Em “Próxima estação”, crónica que encerra o livro, José Luís Nunes Martins escreve que “a diferença no mundo não é entre os que são capazes de sonhar e os que não o fazem… é entre os que abrem os olhos e lutam e aqueles que, de olhos bem fechados, esperam que tudo lhes chegue sem esforço”.

C.F.