Beira-Mar 0 – Rio Ave 0 Circunstâncias
Estádio Municipal de Aveiro; domingo 25 de Setembro de 2011; Beira-Mar 0 Rio Ave 0; Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve); cerca de 500 espectadores.
Empate frustrante
Num jogo muito musculado, mas nem sempre bem jogado, pois este desenrolou-se a um ritmo lento e sem muita imaginação de ambas as equipas na hora de organizar jogo e concretizar em golos as iniciativas atacantes que criavam, o Beira-Mar não foi além de um empate a zero, na recepção ao Rio Ave. O resultado não deixa de ser frustrante, atendendo à superioridade evidenciada pelos auri-negros no decorrer da partida e principalmente pelo número de oportunidades criadas e desperdiçadas. Como tal, os aveirenses fizeram mais do que o suficiente para ganhar, mas foram traídos, mais uma vez, pela falta de eficácia e ansiedade no momento da finalização.
Início equilibrado
O jogo até começou em toada de equilíbrio, com algumas jogadas de perigo protagonizadas por ambos os conjuntos. Os locais, progressivamente, foram melhorando o seu desempenho na partida, ainda que de forma algo lenta e sem muita criatividade. Ao Beira-Mar pertenceram, até ao intervalo, as melhores ocasiões para desfazer a igualdade, como disso são exemplo remates de Douglas e Nildo, entre muitas mais incursões perigosas elaboradas pelos comandados de Rui Bento.
Bem defender…
atacar mal
Após o intervalo, o Beira-Mar entrou com a mesma atitude em campo, atacando muito, mas, ao mesmo tempo, desperdiçando ainda mais as oportunidades criadas, denotando-se por vezes algum nervosismo e inquietação dos homens mais adiantados dos da casa na hora de alvejar com êxito a baliza adversária e dessa forma obter o golo à tanto tempo desejado. Pelo contrário, o Rio Ave, que desde cedo mostrou que o empate lhe servia, acantonou-se ainda mais no seu meio campo defensivo e durante a 2ª parte foram raras as jogadas de perigo para a baliza à guarda do guardião beiramarense, que até ao momento, é o guarda-redes menos batido da Liga Zon Sagres.
Atitude esforçada
mas pouco discernimento
No compito geral e tendo em linha de conta aquilo que as duas equipas tinham vindo a fazer ao longo destas cinco jornadas já disputadas, pedia-se aos comandados de Rui Bento, uma atitude mais dinâmica, mais discernimento, bem como mais criatividade na procura do golo, que há tanto tempo foge aos aveirenses, mas isso não aconteceu na totalidade. Apesar da atitude esforçada, o nervosismo e a ansiedade foram tomando conta dos auri-negros e à medida que os minutos iam passando o resultado teimava em não se alterar. Decorridos os noventa minutos verificou-se um empate a zero que penalizou bem mais a equipa aveirense do que a de Vila do Conde, pois o Beira-Mar, ainda que de forma tímida, foi a única equipa que não se contentou com a igualdade que o marcador ia demonstrando e procurou sempre remar contra a maré. No final, o Rio Ave acabou por conseguir aguentar o empate e levar para casa um ponto no bolso.
João Paião
