Sessenta e nove obras de 53 artistas provenientes de 13 países. Para ver no Museu de Aveiro, de 1 de Outubro a 13 de Novembro.
A décima Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro decorre de 1 de Outubro a 13 de Novembro, tendo por palco principal a nova ala do Museu de Aveiro, onde estarão expostas as peças a concurso, mas também uma série de espaços e galerias da cidade, com exposições e oficinas. Nos hotéis de Aveiro e em espaços públicos como a Praça do Peixe, estarão expostas peças dos concursos anteriores como forma de convite à visita da bienal.
No Museu de Aveiro, estarão expostas as 69 obras seleccionadas de 53 artistas (concorreram 140) provenientes de 12 países para além Portugal: Alemanha, Bélgica, Brasil, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México, Polónia, Suíça e Ucrânia. Os vencedores, com prémios de 10.000, 6500 e 3500 euros, serão anunciados na sessão de abertura, no próximo sábado, pelas 16 horas.
Maria da Luz Nolasco, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), considera que a bienal vem mantendo a elevada qualidade de edições anteriores, notando-se “novidades do ponto de vista da técnica” das peças, ao mesmo tempo que os artistas parecem privilegiar a “cerâmica funcional e não tanto a decorativa”. A vereadora, com formação na área, dispôs-se a fazer de guia na exposição, às terças e quintas, entre as 13h30 e as 14h15.
A CMA investiu na bienal cerca de 20.000 euros – o orçamento mais baixo dos últimos tempos. Inicialmente estava previsto gastar-se o triplo do montante, mas sucessivos cortes e apoios permitiram baixar a quantia. Um dos maiores cortes deveu-se ao transporte das peças. No caso de concorrentes de fora da União Europeia tal despesa ficou a cargo dos artistas. Com essa medida pouparam-se cerca de 20.000 euros. No espaço da bienal, significando algumas poupanças, as peças estarão expostas sobre os chamados “monstros”. Num exercício de reciclagem de frigoríficos, arcas e televisões, arranja-se material e poupa-se dinheiro. “Em tempos em que os recursos são escassos, podemos aproveitar e reutilizar o que já existe”, afirma Maria da Luz, esperando que os “monstros” não retirem protagonismo às obras de arte.
J.P.F.
