Antigo edifício da EPA começou a ser demolido

O antigo edifício da Empresa de Pescas de Aveiro (EPA) começou a ser demolido esta segunda-feira. A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) obteve autorização da Di-recção-Geral do Património, proprietária do imóvel, no dia 15, quinta-feira, e nesse mesmo dia uma equipa camarária iniciou os trabalhos prévios à demolição.

Élio Maia, presidente da CMA, no local, com os vereadores Carlos Santos e Capão Filipe, manifestou-se agradado, porque, “ao fim de 22 anos de abandono”, há solução para um “problema com duas dimensões”: a social e a urbanística. A dimensão social refere-se aos “vários residentes e algumas dezenas de passantes” que frequentavam o imóvel abandonado, conforme revelou Capão Filipe, vereador da Acção Social, e isto depois de, nos últimos meses, ter havido duas mortes entre os frequentadores do edifício. O alojamento para os cinco últimos ocupantes foi encontrado numa acção concertada entre os Serviços de Acção Social da CMA e a Cáritas Diocesana.

Como solução provisória, a instituição da diocese providenciou alojamento numa pensão da cidade. Os indivíduos seguirão depois diferentes percursos (tratamento de toxicodependência ou alojamento na Cruz Vermelha de Águeda, entre outros).

A dimensão urbanística do problema tem a ver com a “má imagem logo à entrada de Aveiro” para quem vem da A25.

A demolição do edifício da EPA deverá estar concluída no início da próxima semana. A seguir, o entulho será triturado e retirado no local. No total, a operação custará à CMA 37 mil euros.

A venda do terreno, em hasta pública, está agendada para Maio. A CMA não está interessada na compra, porque a “Direcção Geral do Património pede [pelo edifício] um valor-base muito elevado: um milhão e cem mil euros” (120 mil contos), revelou Élio Maia.

J.P.F.