Apresentado Plano Estratégico do Porto de Aveiro

175 milhões de eurow em investimentos no porto A APA – Administração do Porto de Aveiro, tem em curso investimentos na ordem dos 175 milhões de euros, com o objectivo de, até 2015, fazer desta estrutura portuária uma das mais dinâmicas e competitivas do eixo atlântico da Península Ibérica, de acordo com o Plano Estratégico do Porto de Aveiro.

Na sessão pública de apresentação do Plano Estratégico do Porto de Aveiro, que decorreu no Museu Marítimo de Ílhavo, no dia 3 de Abril, José Luís Cacho, presidente da APA, referiu que o plano tem por objectivo alargar a área de influência do porto aveirense não só ao interior do País mas também a toda a zona espanhola situada a noroeste de Madrid, onde se situam cidades como Valladolid, Salamanca e Leão. Para isso, o porto de Aveiro terá que possuir condições para concorrer directamente com os portos espanhóis, entre os quais, os de Gijón, Santander, Barcelona e Valência, os primeiros no Atlântico e os dois últimos já no mar Mediterrâneo. Actualmente, a zona de influência do porto aveirense situa-se na faixa litoral entre as cidades do Porto e de Lisboa.

O plano estratégico elenca diversos “pontos fortes”, nomeadamente a situação geográfica “no centro de um importante eixo de comunicações, sendo a zona de influência bastante industrializada e dinâmica”; a grande capacidade de acostagem, que “será uma das maiores dos portos portugueses nos terminais multiusos”; a grande superfície de terraplenos já equipada, que ainda tem uma reserva de expansão de mais 190 hectares; a ausência de pressão urbanística junto das instalações portuárias. Já nos “pontos fracos”, o destaque vai para o “acesso marítimo deficiente”, já que “as características do canal de acesso ao porto limitam o gabarito máximo dos navios a cerca de oito metros de calado e 140 metros de comprimento”. A maioria dos outros “pontos fracos” – inexistência de acesso ferroviário, equipamento insuficiente, insuficiência de armazéns cobertos, entre outros – poderá ser resolvida a curto e médio prazo, já que estão em curso investimentos nesses sectores.

No que se refere às “oportunidades”, o documento enumera várias, designadamente os projectos de instalação de empresas petrolíferas e de produção de biodiesel; a possível “implementação de uma zona franca na zona portuária”; a “possibilidade de alargamento do “hinterland” e da capacidade de atrair novos clientes”; a “política europeia e nacional de promoção do TMCD (transporte marítimo de curta distância) e das auto-estradas do mar, para os quais o porto de Aveiro tem boas vantagens comparativas”, e ainda a eventual construção da marina da Barra. Entre as “ameaças”, o Plano Estratégico refere algumas, como o eventual aumento concorrencial dos portos de Leixões e de Vigo; a “dificuldade de concretização de projectos de desenvolvimento do porto devido a condicionalismos ambientais”; o enfraquecimento da situação financeira da APA “por diminuição dos proveitos relacionados com a redução do valor de venda de inertes”.