Estarreja No Quartel dos Bombeiros Voluntários de Estarreja, foi apresentado, no passado dia 9, por iniciativa da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, o projecto “Olhos no fogo”, desenvolvido em parceria pelo Aero Clube de Torres Vedras e pela Associação de Radioamadores do Oeste, o qual tem por objectivo fazer a vigilância das florestas como forma de prevenir os incêndios florestais e de permitir aos comandantes dos bombeiros uma melhor coordenação dos meios de combate no decorrer dos fogos florestais.
O projecto tem por objectivo principal mostrar em tempo real, a quem precisa, tudo o que tem necessidade de ver no decorrer de um incêndio florestal. Para tal, a equipa promotora do projecto criou dois kit, um para instalar numa aeronave, que poderá ser do tipo ultraligeiro, e outro para equipar um carro de comando de bombeiros, de modo a que a aeronave possa captar imagens reais da evolução do incêndio e transmiti-las, em directo, para a viatura de comando em terra, permitindo ao comandante das operações ter uma visão pormenorizada, em tempo real e o mais abrangente possível, do evoluir do incêndio.
O kit (portátil) a instalar na aeronave é constituído por uma câmara de vídeo (também poderão ser duas, uma fixa e outra portátil), uma câmara fotográfica, um emissor TVA, uma antena TVA, uma bateria recarregável, um GPS, uma antena de GPS, um LCD e uma caixa de comando. O kit é total-mente independente do equipamento da aeronave, pelo que não interfere com o próprio equipamento da aeronave. O kit já foi testado este ano, em três grandes fogos florestais ocorridos na zona centro (Ferreira do Zêzere, Caldas da Rainha e Leiria), instalado a bordo de uma aeronave “Tecnam P92 echo”, pertencente ao Aero Clube de Torres Vedras. O kit para a viatura de comando é composto por um conversor, um televisor, receptor de TVA, antena de TVA, gravador de dvd e GPS. O custo total dos dois kit testados ronda os 7500 euros (cinco mil euros para o kit da aeronave, e 2500 euros para o kit da viatura).
O objectivo da equipa que desenvolveu o projecto “Olhos no fogo” é o de libertar os helicópteros e os aviões “pesados” para o combate aos fogos, ficando a vigilância, tanto na prevenção como na coordenação dos fogos, a cargo das aeronaves ligeiras dos aero clubes existentes no país, nomeadamente os dezoito que este ano estabeleceram um protocolo com o governo para vigilância das florestas portuguesas, dos quais, dois estão sediados no distrito de Aveiro: o Aero Clube de Aveiro (em S. Jacinto) e o Aero Clube da Costa Verde (em Espinho).
C. F.
