Artista perfeito

Olho de Lince O entrevistado é artista de nomeada. Nem por isso se coibiu, como tantas vezes acontece, de expor sem rodeios as suas convicções. A começar pela certeza de que a maldade não constrói vida pessoal nem edifica o bem comum. “Bani do meu léxico o termo ódio” – disse com firmeza.

Não teve receio de falar da mriz cristã da sua vida, que molda as suas convicções e orienta os seus comportamentos no dia a dia.

Depois, falou sem complexos nem preconceitos das dezenas de anos que leva já o seu matrimónio e do segredo dessa harmonia duradou-ra: o modo simples de diálogo transparente, de compreensão mútua, que pauta o quotidiano da família.

Não tive oportunidade de ouvir todo o desenrolar dessa longa e saborosa conversa. Mas os excertos que acompanhei dizem bem da verticalidade, da verdade, da autenticidade de vida, que uma voz magnífica emoldura.

Afinal, pode-se ser artista, e de renome, e cultivar uma personalidade harmoniosa, manter e realizar um projecto de vida com princípios!

Q.S.