Biologia na Noite com Jorge Paiva “As plantas bíblicas e usanças práticas e litúrgicas” é o tema da palestra que o Jorge Paiva, conhecido investigador, botânico e professor da Universidade de Coimbra e do Jardim Botânico de Coimbra, irá proferir na próxima sessão da “Biologia na Noite”, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, no dia 3 de Junho, a partir das 21h30.
Das cerca de 150 plantas citadas nas traduções da Bíblia em línguas europeias, apenas estão seguramente bem identificadas cerca de 100. Os textos bíblicos, escritos originalmente em hebraico, aramaico ou grego, foram traduzidos para grego e para latim e, destas línguas, passaram para as línguas comuns europeias, frequentemente com incorrecções na identificação das plantas (as traduções modernas, a partir das línguas originais, têm procurado suprimir tais erros).
Algumas plantas são citadas apenas uma vez, como a cebola e o alho, outras são muito citadas, como a cevada, que é citada cerca de 30 vezes e outras tantas em conjunto com o trigo. Há plantas bíblicas que não oferecem dúvidas a ninguém, como a oliveira, a macieira, a figueira, a romãzeira, o trigo, a cevada, o linho, o algodão, o papiro, o incenso e a mirra. Outras há que são citadas apenas no Antigo Testamento, como a macieira, ou apenas no Novo Testamento, como a alfarrobeira.
