Aveirenses continuam a passo de…lesma

Beira Mar, 1 – Rio Ave, 1 Alinharam e marcaram

BEIRA-MAR

Marriott; Toni, Zeman, Alcaraz e Areias; Sandro, Ribeiro (Rui Lima 67), Kata e Juninho Petrolina (Ladeira 75 m); Kingsley (Whelliton 75m) e Wijnhard.

Suplentes não utilizados: Paulo Sérgio, Saul, Gamboa e Malá.

Treinador: António Sousa

Rio Ave

Mora, Niquinha, Franco, Idalécio, Miguelinho, Vandinho., Junas , Evandro, Jaime (Jacques 62m), Gama (José Gomes 77m), Paulo César (Rony 86m)

Suplentes não utilizados: Candeias, Valente, Bruno Mendes e Ruben

Treinador: Carlos Brito

Estádio Municipal de Aveiro – Mário Duarte.

Assistência: cerca de 10.000 espectadores.

Árbitro: Mário Mendes (Coimbra).

Auxiliares: Pedro Lamas e Pedro Henriques

Quarto árbitro: Rui Tavares

Ao intervalo: 1-1

O Beira-Mar não se impõe na luta pela Taça UEFA e assim, mesmo isolado na 4ª posição, arrisca-se em demasia a perder os lugares europeus que vem ocupando desde 2 de Novembro, quando venceu na Luz o Benfica. Nas últimas jornadas, e salvo o triunfo em Alverca, tem marcado passo e permitido que outros concorrentes se mantenham na peugada. Coincidência, ou não, tudo acontece no novo estádio, onde só sabe empatar.

Os aveirenses começaram o jogo acreditando que quem joga em casa deve dominar absolutamente, deter quase todas as jogadas de perigo. O Rio Ave esteve por várias vezes perto de sofrer o segundo golo -, mas tal nunca aconteceu. Pela calada, o Rio Ave marcou no primeiro remate que fez à baliza de Marriot e depois apenas fez por merecer este golo.

O início da equipa aveirense roçou mesmo o excelente se o compararmos com outras partidas recentes, pois o domínio exercido durante os primeiros 25 minutos foi quase total e suportado num futebol rectilíneo, fixado na baliza e desenvolvido por todos os sectores. Wijnhard e Kingsley, mesmo sem brilhantismo, continuam a causar estragos num misto de potência física e fantasia, mas falta a acção incisiva de Petrolina, muito embora Junas o tenha anulado com eficácia

Honestamente era difícil ao Beira-Mar manter o mesmo nível, acabando, por isso, a segunda parte por ser menos interessante. Mais agradável para Carlos Brito, certamente, mas desagradável para quem puxava pela equipa aveirense e para quem olhava o jogo de forma absolutamente descomprometida. A equipa de António Sousa foi desaparecendo, mas porque o Rio Ave não assumiu a liderança do jogo com vigor, a qualidade do espectáculo ressentiu-se. Passaram a rarear as jogadas de perigo – mérito ao Rio Ave que deteve as poucas que existiram, merecendo por isso o ponto conquistado.