Cerca de seiscentas pessoas, um pouco de toda a diocese e incluindo autarcas de outros concelhos, responderam ao convite da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) para um jantar de agradecimento a D. António Marcelino e de boas vindas a D. António Francisco dos Santos.
No Parque de Exposições de Aveiro, na noite do dia 9, Élio Maia, falando “em nome de todos e de cada um”, agradeceu ao bispo cessante o “inexcedível trabalho desenvolvido pela Igreja, principalmente no campo social e na valorização espiritual dos cidadãos”. “Estou certo de que a comunidade aveirense e a história registarão o notável trabalho dos últimos 25 anos”, disse. O presidente da CMA confessou estar “feliz por ouvir que um bispo quando se dá, dá-se para sempre”. “Assim, iremos ter connosco D. António Francisco e irá continuar connosco D. António Marcelino”, acrescentou.
Por seu turno, D. António Marcelino afirmou que é aveirense desde 1981. “Não sei se conseguiria viver sem vós”, disse.
D. António Francisco, afirmando que sempre procurou identificar-se com as pessoas que serviu, “das encostas de Montemuro às terras do Douro, da cidade de Paris a Lamego, de Lamego à arquidiocese de Braga, e agora nesta querida cidade e diocese de Aveiro”, afirmou: “Quero ser aveirense convosco, viver ao ritmo do trabalho, da vida e da cultura (…), ser próximo, conhecer as terras e as gentes”. Com os poderes públicos, o novo Bispo de Aveiro prometeu “cultivar uma sã colaboração”.
Os dois bispos receberam da Câmara Municipal, como oferta, uma serigrafia reproduzindo a pintura de Almada Negreiros que estava na estação dos CTT de Aveiro, antes da remodelação.
Animaram musicalmente o jantar o Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas, os Jovens em Movimento, de Avanca, que recentemente venceram o festival nacional da canção mensagem, a Tuna de Santa Joana e a Banda de Gaitas de S. Bernardo.
