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Área de intervenção 7 – Tecido Produtivo – Projecto Extraplas Nelson Madaleno, explica o projecto Extraplas, desenvolvido no âmbito do Programa Aveiro Digital, para a implementação de Serviços de Back-Office na empresa Madaleno – Moldes para a Indústria de Plásticos, Lda. A empresa está sediada na Zona Industrial de Aveiro e tem como objectivo principal a transformação de moldes para peças técnicas

Qual o principal objectivo deste projecto?

O principal objectivo é melhorar o interface com as outras empresas, com nossos clientes e com fornecedores – criar uma plataforma que permitisse uma melhoria desse interface.

Quais os novos produtos e serviços criados com este projecto?

Criamos uma plataforma de back office que nos permite alterar a nossa página e uma Intranet que permite o tal contacto entre cliente e nós, Madaleno, e também com fornecedores.

Quais as principais vantagens que vê neste projecto?

No fundo, o projecto permite-nos integrar todo o sistema produtivo, desde o pedido de orçamento à própria encomenda e à produção, incluindo os colaboradores. Tudo fica integrado no mesmo software, o que permite, na nossa perspectiva, bastantes melhorias em termos de comunicação: não perder informação e ser mais rápido nessa comunicação.

Que problemas é que este programa consegue resolver?

Resolve problemas que grande parte das empresas tem: na parte das encomendas, como são coisas muito complexas, muitas vezes há informação que se perde, ou uma pessoa recebe essa informação e essa informação não passa para a empresa. Ao estar integrada toda a informação e todo o processo, a informação está mais centralizada, não há perdas e como toda a gente trabalha sobre a mesma plataforma, o tempo de resposta é muito mais curto.

Que entidades, empresas e pessoas são afectadas por estes novos serviços, quer interna, quer externamente?

Internamente, nós somos duas entidades. Temos uma empresa de moldes e uma de plásticos; ambas vão utilizar a plataforma. A plataforma também vai ser usada para comunicação entre os nossos 25 colaboradores. Em temos de clientes temos 20-25 clientes que são afectados, clientes esses que estão nos Estados Unidos, México, Alemanha, França… A nossa plataforma estará em quatro línguas, para permitir a comunicação.

Essa questão leva-nos aos impactos para a empresa, em termos de aumento de mercados, receitas, diminuição de custos e tempos, eficiência da organização… Há melhorias em todas estas áreas?

Exactamente. O mais importante de tudo é que vamos modificar, vamos inovar em termos de interface com o cliente. Ou seja, vamos melhorar o nosso aspecto, o que o cliente vê de nós. Vamos ter uma imagem mais digital. Mas, ao mesmo tempo, vamos ter uma resposta muito mais rápida. Vai melhorar bastante a visão que o cliente tem de nós. Com isso, esperamos poder ter uma mais fácil operação comercial.

Têm em vista a exploração de outros mercados, a partir da melhoria de eficiência e organização?

O que tentamos com esta melhoria de imagem é subir um pouco em termos do tipo de fornecedores que somos. Até há bem pouco tempo, em Portugal, a indústria de moldes funcionava como fornecedor de segundo nível. Havia um agente que contratava as peças na Alemanha e depois vinha a Portugal buscar possíveis fornecedores. Com melhor organização e capacidade de resposta, julgamos poder subir o nível e ir directamente ao cliente final. Como isto é mais sistemático, pode ser que consigamos abordar directamente o cliente final.

Estarão reunidas, a curto prazo, as condições para ser interlocutor directo?

Com outras abordagens em termos de marketing, já estamos a conseguir subir um pouco nessa lógica de chegar mais perto do cliente final. Julgo que este projecto será uma ferramenta muito útil para isso.

Quem vai explorar e manter os serviços?

Vai ser a própria empresa Madaleno. Haverá uma pessoa responsável pela manutenção do site e do resto do sistema. Mas todos os utilizadores têm de fazer a sua parte.

Precisa de mais investimento nas tecnologias da informação e comunicação?

Isto foi um início de um processo de informatização da produção e começamos a sentir que havia possibilidades de fazer outras coisas. Esperamos poder vir a fazê-las a médio prazo.

Em que áreas?

Neste momento, o sistema faz gestão da produção e a comunicação dessa gestão ao cliente. Este interface pode ser melhorado; só que isso exige outras ferramentas informáticas como o “Project”, para um planeamento mais apurado da produção.

Voltaria a candidatar-se a ao programa Aveiro Digital?

Sim. Na minha óptica, é um programa bem organizado, ainda que, como todos tenha pequenas questões por resolver. Temos sido apoiados pelo Aveiro Digital.