Aveiro saiu à rua contra a austeridade

Entre cinco mil e dez mil pessoas manifestaram-se em Aveiro, no sábado, 15 de setembro, contra a “troika” e a austeridade que o governo está a impor ao país. O lema da mobilização, apartidária, realizada um pouco por todo o país, mas com mais incidência em Lisboa e no Porto, foi “Que se lixe a troika: Queremos as nossas vidas”.

Em Aveiro, os manifestantes partiram do largo da Estação CP e dirigiram-se à Praça da República. Como a multidão excedeu a previsão, foi reconduzida para a Praça Marquês de Pombal.

A manifestação aveirense, que decorreu de forma ordeira, apesar dos insultos frente à sede aveirense do principal partido do poder, ficou marcada, no final, pela imolação pelo fogo de um jovem de 28 anos, que entrou e foi socorrido nas instalações de PSP (antigo Governo Civil) e levado para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

As explicações para ocorrido são contraditórias. Na segunda-feira, o “Diário de Aveiro” dizia tratar-se de um “acidente”, quando o jovem se preparava para um espetáculo circense. Na terça-feira, o “Público” adiantava que a vítima evidencia um “certo bipolarismo”, ou, como diz um amigo, “vai do 8 ao 80 num instante”. A PSP admitiu tratar-se de um descontrolo momentâneo do manifestante.