177 anos a oferecer música Quando foi fundada, há 177 anos, talvez pouca gente acreditasse em S. João de Loure que a Banda Velha União Sanjoanense pudesse chegar ao século XXI. Mas chegou e estamos em crer que não morrerá, porque a música também não pode nem vai morrer. Por isso, por aquilo que dá gratuitamente à comunidade, também recebe o carinho de toda a gente.
As comemorações do 177º aniversário têm contado com diversas iniciativas onde, naturalmente, a música tem de marcar presença. Em Outubro, houve um convívio no Centro Paroquial, com muitos convidados, seguindo-se a Festa da Escola de Música, no dia 5 de Outubro, da qual saíram, por promoção, quatro novos elementos para a Banda. Nessa altura, foram-lhes entregues, simbolicamente, os bonés e os diplomas.
Na Festa da Escola de Música houve, também, um momento significativo. O Dr. João Carlos da Cunha entregou àqueles principiantes os prémios “Dr. Sizenando”, prémios estes que são uma homenagem ao Dr. Sizenando Ribeiro da Cunha, médico e republicano que muito ajudou a Banda Velha União Sanjoanense, que com ele festejava o 5 de Outubro. Na segunda parte da Festa actuou a Orquestra Juvenil, na qual foram integrados mais três novos executantes.
As comemorações continuaram no dia 11 com um concerto da Banda que interpretou diversos números do seu repertório, com destaque para a peça “Guilherme Tell”, de Rossini, uma obra que requer elevado nível técnico. No dia seguinte, o padre Rogério Oliveira presidiu à Eucaristia de acção de graças por todos os músicos, sócios e amigos, com a participação musical da Banda Velha Sanjoanense.
O presidente desta colectividade, Luís Artur Silva, afirmou, no entanto, que o dia-a-dia da Banda é uma batalha pela criação de melhores condições de trabalho e de actualização constante, só possíveis graças à generosa ajuda de todos.
