Sporting 2 – Beira-Mar 0 Circunstâncias
Estádio Alvalade XXI; domingo, 29 de janeiro de 2012; Sporting 2 (Onyewu 18’; 27’) Beira-Mar 0; Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa); 38 400 espetadores.
Traição das bolas paradas
No último domingo, o Beira-Mar foi a Alvalade vender cara a derrota, já que a equipa comandada por Rui Bento mostrou-se bastante personalizada, ao longo dos 90 minutos, evidenciando uma boa organização e circulação de bola, tendo apenas sido traída nos lances de bola parada pelo suspeito do costume, o gigante norte-americano do Sporting, que teve duas oportunidades e não perdoou.
Início de jogo atrevido
O jogo começou com um Beira-Mar bastante atrevido na busca do golo, provocando muito nervosismo e ansiedade aos leões, que viram nos primeiros 15’ da partida a sua baliza ser ameaçada com algum perigo em várias ocasiões. Mas, como diz o chavão futebolístico, quem não marca sofre e foi isso mesmo que aconteceu aos auri-negros, já que, depois de um início prometedor, surge o contragolpe leonino e em duas desatenções na marcação de bolas paradas, Onyewu, o Capitão América, não foi de modas e fixou o resultado em 2-0.
Demonstração
de raça e atitude
Após o intervalo, o Beira-Mar entrou em campo com o intuito claro de dar a volta ao rumo dos acontecimentos, tentando contrariar o ritmo baixo de jogo que o Sporting tentava impor, criando mesmo oportunidades claras para reduzir a desvantagem. Prova disso são as duas bolas ao poste, que mais uma vez deixam bem claro a infelicidade que os homens mais adiantados da equipa de Rui Bento têm tido quando rematam à baliza adversária. Apesar da sorte não querer nada com os aveirenses e da moral neste momento não ser a melhor, o Beira-Mar deixou em Alvalade uma boa imagem de si mesmo, uma equipa organizada, com raça e com grande atitude.
Sabor amargo
Não obstante a valia do adversário, o maior volume de jogo ofensivo e posse de bola do Sporting, a derrota do Beira-Mar não deixa de ser frustrante. Mais uma vez, os auri-negros estiveram muito perto de alcançar um resultado positivo. Não fossem as duas desatenções em bolas paradas, os aveirenses teriam saído de Lisboa com algo mais. Fica assim um sabor amargo e a sensação de injustiça perante mais uma boa exibição da equipa aveirense em nada condizente com o resultado final.
Caras novas
Numa altura em que o mercado de inverno de transferências caminha a passos largos para o fim, o Beira-Mar garantiu o concurso de três jogadores, que vêm assim aumentar em qualidade e quantidade o leque de opções às ordens de Rui Bento. São eles: Edson Sitta, médio que representava o Vitória de Guimarães e que assinou contrato com o clube de Aveiro até final da época; Cássio, um avançado brasileiro temível e conhecido do futebol português, pois já representou no nosso campeonato o Nacional e o Leiria, que vem por empréstimo do Rapid de Bucareste até final da época; e Abel Camará, que estava em final de contrato com o Belenenses e assinou um vínculo com os aveirenses até 2016.
João Paião
