Beira-Mar empata em casa frente ao Setúbal 1-1

Soube a pouco… A estrutura – Para a primeira das 14 «finais», Luís Campos teve de improvisar uma equipa inicial onde os «remendos» foram inquestionáveis, surgindo Filipe e Ali como defesas laterais, ficando a cargo de Beto a organização do jogo ofensivo. Restaram Jorge Silva e Marcelinho para apoios ao sector recuado, enquanto Sandro actuava como uma espécie de unidade móvel na zona intermediária. Quanto ao ataque, o duo franco-escocês que havia marcado quatro golos no «ensaio geral», frente à Ovarense, voltava a manter a confiança do treinador aveirense.

O árbitro – O algarvio Nuno Almeida teve a sua actuação marcada por vários erros, com natural destaque para a grande penalidade inexistente que deu origem ao golo setubalense.

A declaração – Mano Nunes foi quem falou no final do jogo: «Não posso deixar de fazer sentir a minha revolta sobre o que se passou neste jogo, pois fomos gravemente prejudicados por um árbitro imberbe e inexperiente, que influenciou o resultado. Assinalou uma grande penalidade contra nós, num lance em que o Bruno Moraes estava fora-de-jogo, e ainda vimos um golo anulado ao Ahamada. Se não houver reacção de quem manda na arbitragem, é o fim do futebol, porque o que se passou neste jogo foi uma vergonha».

Protestos – Protestos de Mano Nunes no final do encontro contra a actuação do Juiz Nuno Almeida.

O Momento – Aos 18 minutos, numa jogada confusa, a bola entrou na baliza do Beira-Mar, mas o árbitro mandou marcar grande penalidade, depois de mostrar o cartão amarelo a Ricardo Silva, que parece não ter cometido qualquer falta.

O Azarado – Filipe que foi obrigado a jogar a lateral direito posição para a qual não está talhado, por força das várias ausências.

Craques – “Tanque” Silva, o marcador de serviço, mais uma vez, foi, de facto, quem na segunda parte trouxe vida à equipa aveirense.

Classificação – O Beira-Mar somou um ponto e continua na zona de despromoção, em penúltimo.

Paulo Diz