Beira-Mar não passa no exame de Coimbra

Académica 3 – Beira-Mar 1 Beira-Mar sofre nova derrota, outra vez por 3 bolas, e passa a estar abaixo da linha de água.

As circunstâncias:

Domingo, dia 26 de Novembro; Estádio Cidade de Coimbra; Jogo a contar para a 11ª Jornada da Bwin Liga; Assistência: 5.581 espectadores; Árbitro: Cosme Machado de Braga; Marcadores: Jorge Leitão (32m), Litos (42m), Dame (47m) e Gyano (55m).

Recorrente:

É assunto recorrente nestas linhas… A defesa beiramarense está muitos furos abaixo daquilo que mostrou na época transacta, onde se sagrou a menos batida do campeonato. Em Coimbra, voltou a sofrer 3 golos. Parece que, às equipas adversárias, apenas basta marcar o primeiro…

Mas não é só a defender…

Há um adágio desportivo que diz: “Equipa que não marca, arrisca-se a perder….”.

Para uma equipa tão inconstante na defesa, é necessário que as oportunidades de golo que surjam, sejam concretizadas.

Limitações:

Apesar dos muitos reforços no início do campeonato, o Beira Mar aparece como uma equipa limitada, desmotivada, quase amadora (e há equipas amadoras a praticar bom futebol…).

A boa vontade nota-se, mas não chega…

De sonho a pesadelo:

No início desta jornada, a equipa aveirense tinha boas perspectivas: Ganhava à Académica e saltava na tabela classificativa, para um lugar mais “desafogado”. No entanto as contas saíram furadas, e até o Estrela da Amadora, foi empatar ao Bessa, relegando o Beira-Mar para a zona de despromoção.

Trabalho para Carvalhal:

É um pouco ingrato, para um treinador pegar numa equipa que não foi construída por/para si. Aos poucos, o estilo de Carvalhal que tão bons frutos deu em Braga, por exemplo, vai aparecendo… Mas tem de durar todos os 90 minutos e não apenas alguns…

Da cabine:

Carlos Carvalhal: “Fizemos uma primeira parte muito boa, com várias oportunidades de golo. A eficácia ofensiva foi o nosso grande problema. Em quatro ou cinco oportunidades, apenas conseguimos marcar um golo. (…) O golo da Académica fez-nos ressentir e, no segundo tempo, entre o segundo e o terceiro golos, a minha equipa perdeu-se um pouco (…). Preocupa-me a tarefa defensiva e também a ofensiva”.

Manuel Machado: “Fizemos uma primeira parte mediana. (…) Conseguimos chegar ao empate antes do intervalo, quando o equilíbrio era a nota dominante. Na segunda parte, estivemos por cima do adversário com dois golos muito bem urdidos. O nosso terceiro golo foi uma lição de como se deve jogar simples. A partir dai, fizemos uma bela gestão do resultado”.

Pedro Martins