Bento XVI canonizou três novos santos

Os novos santos são os religiosos italianos Guido Maria Conforti (1865-1931) e Luigi Guanella (1842-1915) e a religiosa espanhola Bonifacia Rodríguez de Castro (1837-1905).

Bento XVI presidiu no Vaticano ao rito de canonização de três novos santos da Igreja Católica, que apresentou como “exemplos” de “amor aos irmãos”, no dia 23 de Outubro.

“A caridade para com o próximo é tão importante quanto o amor a Deus”, disse o Papa na homilia da celebração, diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, falando desta atitude como “o sinal visível que o cristão pode mostrar para testemunhar ao mundo o amor de Deus e o amor aos irmãos”.

Na oitava celebração de canonizações desde o início do seu pontificado, em 2005, Bento XVI declarou como novos santos dois religiosos italianos e uma religiosa espanhola que viveram entre os séculos XIX e XX: Guido Maria Conforti (1865-1931), arcebispo de Parma (Itália), fundador dos Missionários de São Francisco Xavier; Luigi Guanella (1842-1915), padre e fundador da Congregação dos Servos da Caridade e do instituto das Filhas de Santa Maria da Providência; Bonifacia Rodríguez de Castro (1837-1905), fundadora da Congregação das Servas de São José.

“Quão providencial acaba por ser o facto de, precisamente hoje, a Igreja indicar a todos os seus membros três novos santos que se deixaram transformar pela caridade divina e a esta dedicaram toda a sua existência”, disse o Papa.

Num dia dedicado pela Igreja Católica às missões, Bento XVI convidou os católicos a serem “portadores da plenitude do amor de Deus, para promover a vida em todas as suas manifestações e condições, fazendo com que a sociedade humana se torne cada vez mais a família dos filhos de Deus”. “É o amor de Cristo que ilumina a vida de todos os homens, revelando como no dom de si ao outro nada se perde, mas se realiza plenamente a nossa verdadeira felicidade”, acrescentou, concluindo com novo apelo por um “testemunho de amor autêntico a Deus e ao próximo”.

A canonização – acto reservado ao Papa, desde o século XII – é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Desde o início do pontificado de Bento XVI, em 2005, há 34 novos santos, incluindo S. Nuno de Santa Maria, o ‘Santo Condestável’, canonizado a 26 de Abril de 2009, no Vaticano.