Bento XVI destaca misericórdia divina e pede ajuda para vítimas das cheias na Europa

Bento XVI recordou, no domingo, com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, a tradição de dedicar o primeiro domingo depois da ressurreição à Divina Misericórdia, iniciada por João Paulo II.

“O mistério do amor misericordioso de Deus esteve no centro do pontificado de meu venerado predecessor”, assegurou.

“Recordemos, em particular, a Encíclica ‘Dives in misericordia’, de 1980, e a dedicação do novo Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia, em 2002. As palavras que ele pronunciou nessa última ocasião foram como uma síntese do seu magistério, evidenciando que o culto à misericórdia divina não é uma devoção secundária, mas dimensão integrante da fé e da oração do cristão”, prosseguiu.

O Papa frisou que a celebração do Domingo é fundamental para a comunidade cristã, já desde os primeiros tempos, quando Jesus ressuscitado apareceu aos discípulos, reunidos no Cenáculo, na tarde do “primeiro dia depois do sábado” (João 20,19).

Após a recitação do Regina Caeli, Bento XVI pediu ajuda para as vítimas das inundações na Europa de Leste e desejou aos países afectados que possam superar rapidamente a situação. “Não posso deixar de lembrar dos povos da Sérvia, Roménia e Bulgária, que sofrem por causa das inundações dos últimos dias”, disse.

O Papa mostrou-se “próximo deles na oração” e desejou “que, graças à ajuda de todos, possam superar rapidamente estes momentos difíceis”.